Assembleia da BRF coloca cargo de conselheiros em jogo

ÀS SETE - Nesta segunda-feira, a fabricante de alimentos realiza uma emblemática assembleia para decidir se aprova a mudança de todos os conselheiros

A fabricante de alimentos BRF realiza uma emblemática assembleia extraordinária nesta segunda-feira. O que está em jogo é a mudança de todos os seus conselheiros.

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A assembleia foi convocada a pedido dos fundos de pensão Petros e Previ, que querem a destituição total do conselho, a começar pelo empresário Abilio Diniz, que preside o órgão desde 2013.

Os fundos ficaram furiosos com o resultado da empresa, que teve prejuízo de 1,1 bilhão de reais em 2017 — enquanto o desempenho da concorrente de alimentos JBS, que passou por um drama de reputação e troca de gestão no último ano, vai de vento em popa.

Conforme adiantou EXAME em sua última edição na coluna Primeiro Lugar, Diniz deve evitar uma briga. Segundo pessoas próximas, o empresário não fará uma guerra para se manter como chairman da BRF, mas defenderá que a mudança na gestão seja cautelosa — e que a atual equipe executiva permaneça.

A dona da Sadia e da Perdigão tinha programado para 7 de março uma apresentação do plano de ação bolado pelos executivos que assumiram há menos de um ano (como o diretor-presidente José Aurélio Drummond Júnior, ex-presidente da Alcoa e da Eneva, que assumiu há pouco mais de dois meses; e Alexandre Almeida, que deixou a presidência da fabricante de lácteos Itambé em março de 2017).

Mas a apresentação foi cancelada. Na última sexta-feira, a companhia também adiou a assembleia geral ordinária marcada para o início de abril. Uma nova data ainda não foi definida.

Desde que Abilio e o fundo Tarpon assumiram a gestão da BRF, a companhia perdeu quase 40 bilhões de reais em valor de mercado.

Um novo plano deve ajudara a empresa a, pelo menos, reduzir parte dessas perdas já em 2018. Investidores esperam obter um mínimo de respostas nesta segunda-feira.

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