As 20 empresas que tiveram os maiores prejuízos do ano

Muitas companhias amargaram prejuízos bilionários, como a antiga OGX, Dommo Energia

São Paulo – Com a recuperação da economia, a maior parte das empresas abertas também viu o resultado melhorar. As empresas de capital aberto lucraram, no total, 144 bilhões de reais em 2017, um aumento de 17,06% nos últimos 12 meses, de acordo com levantamento da Economática.

No entanto, o ano não foi tão positivo para todas as companhias e muitas amargaram prejuízos bilionários.

A antiga OGX, Dommo Energia, foi a empresa com o maior prejuízo no ano. Ela teve principalmente perdas operacionais por conta de uma baixa contábil, dos investimentos realizados no Bloco BS-4, na Bacia de Santos. Ao reavaliar o valor desse ativo e a possibilidade de vender 75% dos 40% de participação que tem no bloco, fez um “impairment” de 651,1 milhões de reais, ou seja, verificou que valia menos do que inicialmente previsto.

A companhia, parte do antigo Império X de Eike Batista, encerrou no ano passado a sua recuperação judicial, iniciada no final de 2013. Nesses quase quatro anos, liquidou dívidas superiores a 13,8 bilhões de reais.

A Eletrobras apresentou o segundo maior prejuízo do ano, de acordo com a Economática.  Ela teve prejuízo em cinco dos últimos seis anos e acumulou perdas de 28 bilhões de reais no período. O governo discute o projeto de lei de privatização da distribuidora de energia, que pode sair até dezembro.

A BR Pharma, empresa criada com planos grandiosos, também está na lista dos maiores prejuízos, assim como a BRF. 

Confira na lista abaixo quais foram os 20 maiores prejuízos de 2017, de acordo com levantamento feito pela Economática.

 

Empresa Prejuízo em 2017 Prejuízo em 2016 Variação em reais
Dommo – R$ 1,95 bilhão – R$ 698,95 milhões – R$ 1,25 bilhão
Eletrobras – R$ 1,76 bilhão R$ 3,42 bilhões – R$ 5,19 bilhões
BR Pharma – R$ 1,62 bilhão – R$ 634,3 milhões – R$ 987,33 milhões
Mendes Jr – R$ 1,53 bilhão – R$ 918,3 milhões – R$ 612,39 milhões
Renova – R$ 1,14 bilhão – R$ 1,1 bilhão – R$ 38,06 milhões
BRF SA – R$ 1,12 bilhão – R$ 372,4 milhões – R$ 753,19 milhões
Prumo – R$ 983,2 milhões – R$ 262,8 milhões – R$ 720,43 milhões
Gafisa – R$ 849,8 milhões – R$ 1,16 bilhão R$ 313,74 milhões
Eletropaulo – R$ 844,4 milhões R$ 20,92 milhões – R$ 865,35 milhões
Biosev – R$ 823,1 milhões – R$ 286,9 milhões – R$ 536,26 milhões
BR Malls Par – R$ 796,3 milhões R$ 171,25 milhões – R$ 967,53 milhões
Log-In – R$ 606,9 milhões R$ 94,1 milhões – R$ 700,98 milhões
Ppla (companhia de investimentos) – R$ 532,1 milhões R$ 108,3 milhões – R$ 640,4 milhões
Tecnisa – R$ 520,6 milhões – R$ 449 milhões – R$ 71,67 milhões
OSX Brasil – R$ 501,9 milhões – R$ 1,4 bilhão R$ 901,04 milhões
Marfrig – R$ 483,5 milhões – R$ 679 milhões R$ 195,73 milhões
Petrobras – R$ 446 milhões – R$ 14,82 bilhões R$ 14,38 bilhões
Joao Fortes – R$ 422,5 milhões – R$ 439,8 milhões R$ 17,27 milhões
B2W Digital – R$ 411,4 milhões – R$ 485,86 milhões R$ 74,41 milhões
Liq (gestão de relacionamento com o consumidor) – R$ 386,4 milhões – R$ 73,93 milhões – R$ 312,45 milhões

 

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