Anglo American: prospecção de cobre no Brasil está em fase preliminar

A área em que a empresa desenvolve as pesquisas minerais tem cerca de 19 mil quilômetros quadrados e há grande expectativa por descobertas na região

Rio de Janeiro – A Anglo American informou que “está desenvolvendo fases preliminares de pesquisa mineral para prospecção de jazidas de cobre nos estados de Mato Grosso e Pará. Ainda é cedo para afirmar a viabilidade econômica e socioambiental do projeto”.

O comunicado foi divulgado depois que o presidente global da companhia, Mark Cutifani, com uma resposta propositalmente ambígua, animou o mercado de mineração com informações sobre a pesquisa no Brasil para prospecção de cobre.

Em conferência para analistas, em Londres, ele disse que há muita conversa no Brasil (sobre uma descoberta de cobre) e que “as pessoas” sabem que eles encontraram algo. Ao ser pressionado por um analista do Morgan Stanley por mais detalhes, esfriou a conversa. “Pode não ser o que esperamos que seja”, disse.

A área em que a Anglo desenvolve as pesquisas minerais tem cerca de 19 mil quilômetros quadrados. É um território equivalente ao estado de Israel e fica na franja da Amazônia. Foi divida em quase 300 blocos, depois que a permissão para pesquisa foi conseguida em junho desse ano.

No governo brasileiro, há uma grande expectativa por descobertas na região. No ano passado, o presidente Michel Temer foi obrigado, por pressão internacional, a voltar atrás na decisão de criar a Reserva Nacional de Cobre e Associados (RENCA), nos estados do Pará e Amapá, na chamada Amazônia Legal. Além da Anglo, outras empresas do setor, como a Vale, conseguiram outorgas para pesquisa mineral na região.

O Programa de Parcerias para Investimento (PPI) também prevê a licitação, até o fim do ano, de uma área no Tocantins para pesquisa mineral com possibilidade de reservas de Cobre. O Serviço Geológico Brasileiro (SGB), antigo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, deve colocar em audiência pública esse mês o edital de concessão.

De acordo com uma fonte ouvida pelo Broadcast/Estadão, a probabilidade de existência das reservas é alta. O mais importante, porém, é a avaliação de viabilidade econômica dos projetos, que considera inclusive a probabilidade de o projeto conseguir todas as licenças ambientais necessárias.

A Anglo American tem hoje cerca de 4 mil funcionários no Brasil, mas a companhia não soube informar quantos estão dedicados à nova pesquisa. Na conversa com os analistas, o presidente global da mineradora falou sobre a expectativa de aumento da demanda por cobre com o crescimento da frota de carros elétricos e, de concreto, sinalizou um novo investimento na compra de uma mina de US$ 5 bilhões no Peru.

Comentários

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  1. Na matéria sobre a Anglo American (cobre), em um dos parágrafos, há menção ao Serviço Geológico do Brasil (e não “Brasileiro”) como sendo o antigo DNPM – Departamento Nacional da Produção Mineral. Ledo engano. O antigo DNPM representa na atualidade a Agencia Nacional de Mineração – ANM. Quanto ao Serviço Geológico do Brasil, mantem-se ainda atrelado à sigla “CPRM” (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais).