Anatel impõe condições à fusão da Vivo com a Telesp

Agência exigiu a ampliação da cobertura de internet banda larga e 3G para autorizar o negócio

Brasília – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) impôs nesta segunda-feira uma série de condições à fusão da Vivo com a Telesp, conforme informou em comunicado.

A Anatel obriga a Telesp, operadora de telefonia fixa do estado de São Paulo, a instalar fibra óptica em no mínimo 70 mil domicílios até 2012 e a expandir a banda larga a 400 mil casas até o mesmo ano, segundo a nota.

A Telesp também deverá inaugurar no fim deste ano um centro de inovação que fomente a pesquisa e o desenvolvimento, com o uso “preferencial” de mão-de-obra e tecnologia brasileiras.

A Vivo, operadora móvel líder no país, deverá oferecer cobertura de internet de terceira geração (3G) com a tecnologia SMP a 150 municípios além daqueles aos quais já proporciona este serviço.

A companhia tem até o final de 2012 para oferecer gratuitamente conexão a internet móvel “de qualidade” a pelo menos cem escolas rurais na área de cobertura de sua rede de terceira geração.

Além disso, a Vivo deverá doar dois computadores “com configuração e tecnologia atualizada” a cada uma dessas escolas rurais e deverá garantir-lhes “disponibilidade” de conexão mediante sua rede.

A maioria destas condições já estava prevista no plano de investimentos da Telefónica para os próximos anos.

No mês passado, o presidente da Telefónica, César Alierta, se reuniu com a governante Dilma Rousseff para explicar os projetos da companhia espanhola, que pretende investir cerca de US$ 14,7 bilhões no país até 2014.

Este valor representa um aumento de 52% em relação aos investimentos realizadas entre 2007 e 2010 e inclui a modernização e a expansão das redes de comunicações da empresa, o lançamento de novos produtos e serviços e a construção de um centro de inovação.

A Telefónica, proprietária de Telesp, adquiriu em julho do ano passado 30% da Vivo da Portugal Telecom por 7,5 bilhões de euros.

Com esta operação, a Telefónica assumiu o controle total da operadora Brasilcel, que controla 60% da operadora móvel.

A companhia espera concluir a integração societária de ambas as companhias no final do primeiro semestre deste ano, de acordo com a proposta de reestruturação anunciada pela Telefónica.