Abrace questiona base de remuneração da CPFL Paulista

A base de remuneração representa os investimentos das distribuidoras e que serão cobertos pelas tarifas cobradas aos consumidores no próximo ciclo da revisão tarifária

São Paulo – A base de remuneração a ser considerada no processo de revisão tarifária da CPFL Paulista foi questionada pelos grandes consumidores de energia representados pela Abrace, dentro do processo de audiência pública do tema na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A base de remuneração representa os investimentos realizados pelas distribuidoras e que serão cobertos pelas tarifas cobradas aos consumidores no próximo ciclo da revisão tarifária.

A proposta da Aneel submetida à audiência pública considera base de remuneração líquida de 3,264 bilhões de reais para a distribuidora. A Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) calcula que a base deveria ser de 2,55 bilhões de reais.

A Abrace informa que seu cálculo foi feito com base nas informações financeiras da companhia arquivadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os documentos da audiência pública estão disponíveis no site da Aneel.

A Abrace já tinha questionado a base de remuneração proposta para a Cemig Distribuição, cujo valor proposto pela Aneel foi reduzido posteriormente pela própria agência, passando de 6,7 bilhões para 5,1 bilhões de reais. A mudança motivou a maior queda dos papeis da Cemig na bolsa desde a renovação das concessões, a quase 14 %.

A audiência pública sobre a revisão tarifária da Cemig já terminou e a aprovação das tarifas finais deve sair antes de 8 de abril, quando as novas tarifas começarão a ser aplicadas.

No caso da CPFL Paulista, a audiência pública ocorre até 1o de abril, sendo que a nova tarifa também passaria a ser aplicada a partir do dia 8. A CPFL Paulista atende 3,8 milhões de consumidores de energia no Estado de São Paulo.

A CPFL é uma das distribuidoras da CPFL Energia, cuja ação subiu 2,2 % nesta terça-feira na Bovespa. O Ibovespa subiu 1,45 %.