A Renner e a retomada das varejistas de moda

Segundo os dados do IBGE, a venda de tecido, vestuário e calçado cresceu 15% em julho e 9% em agosto, na comparação anual - no ano, a alta é de 7,3%

A queda do desemprego e a alta da confiança do consumidor deve ajudar as varejistas de vestuário a apresentarem números mais altos em seus balanços do terceiro trimestre. A começar pela líder do setor, Renner, que divulga seus números nesta terça-feira.

Analistas esperam que a companhia tenha uma alta de 12,6% nas vendas no conceito mesmas lojas (abertas há pelo menos 12 meses). O lucro deve ser de 120,3 milhões de reais, alta de 41,7% na comparação anual.

Segundo os dados do IBGE, a venda de tecido, vestuário e calçado cresceu 15% em julho e 9% em agosto, na comparação anual. No ano, a alta é de 7,3%.

Mas, economistas têm ressaltado que a base de comparação é fraca e a melhora deve ser lenta. Analistas do banco Goldman Sachs afirmam que, por ser uma recuperação baseada na melhora do mercado de trabalho e não no mercado de crédito, há um espaço limitado para a recuperação do setor.

“Na medida em que a criação de emprego também crie espaço para o crescimento do crédito, isso deve suportar o gasto geral do consumidor, mas vemos espaço limitado para crescimento incremental das famílias que se alavancam, mesmo no contexto de taxas mais baixas”, afirmam.

Para fugir da dependência do cenário nacional, a Renner colocou recentemente em prática um plano de expansão pela América Latina.

No início setembro a empresa inaugurou uma loja de 2.500 metros quadrados no Uruguai — a primeira fora do país.

Até o fim do ano, serão abertas mais duas unidades no país e, no próximo ano, mais três. Enquanto os resultados da nova estratégia não vêm, a Renner espera poder contar com a recuperação do varejo também em seus números.