A gigante chinesa Tencent tem mesmo desafio de Facebook e Twitter

A empresa que é avaliada em 418,6 bilhões de dólares, tem grandes operações em jogos eletrônicos, meios de pagamento e inteligência artificial

Em um momento em que as empresas de tecnologia apresentam resultados estrondosos, os investidores da gigante chinesa Tencent estão preocupados com o balanço desta quarta-feira. A empresa deve apresentar lucro de 2,7 bilhões de dólares no período, uma alta de 2,2% em relação ao ano passado, e faturamento de 11,3 bilhões de dólares, aumento de 37,8% ano a ano — mas isso não é o suficiente para animar os acionistas. Só neste ano as ações caíram 14,89%, com uma queda de 3,3% ontem antes da divulgação dos resultados. 

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A Tencent, um dos maiores conglomerados da China, avaliada em 418,6 bilhões de dólares, tem grandes operações em jogos eletrônicos, meios de pagamento e inteligência artificial e é dona do aplicativo WeChat, espécie de WhatsApp, e da Riot Games, produtora do game de sucesso League of Legends. Apesar da grandeza, se vê às voltas com o mesmo problema que Twitter e Facebook tiveram nesta temporada de balanços: atender às altas demandas de acionistas que esperam um ritmo de crescimento acelerado, com grandes números nas vendas e na adição de novos usuários.

No primeiro trimestre do ano, o lucro cresceu 61%, as vendas online avançaram 55% e o faturamento dos jogos, 26%. O serviço de cloud mais do que dobrou. Desta vez, a expectativas são bem mais baixas, com reguladores chineses de olho nos negócios de jogos mobile da empresa. A Tencent conseguiu no ano passado a licença para operar a versão mobile do game “PlayerUnknown’s Battlegrounds”, um sucesso para computador no estilo Battle Royale, como Fortnite.

O problema é que o jogo foi disponibilizado gratuitamente e a autoridade governamental ainda não aprovou compras dentro do aplicativo para a Tencent faturar com o título. Ontem, as autoridades também baniram o jogo Monster Hunt World, que trazia grandes expectativas de faturamento para a empresa.

É esperado um aumento nas vendas de publicidade, mas nada que deva mudar o ânimo de investidores — assim como Facebook e Twitter não conseguiram. Ao menos para as gigantes de internet, China e Estados Unidos estão cada dia mais parecidos.