À espera de dias melhores, construtoras apresentam resultados

ÀS SETE - As duas maiores empresas do ramo imobiliário do país Cyrela e Tecnisa vão mostrar seus números do último trimestre de 2017 nesta quita

Duas das maiores empresas do ramo imobiliário do país apresentam seu resultado hoje. Cyrela e Tecnisa vão mostrar seus números do último trimestre de 2017 – e, por consequência, do ano todo – após o fechamento do mercado. As duas estão em posições diferentes, mas compartilham o otimismo de que 2018 será um ano melhor.

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Enquanto o fundo do poço para a Tecnisa foi 2016, quando a companhia teve um prejuízo de quase 500 milhões de reais, em 2017 as coisas melhoraram um pouco e o número deve ficar negativo em pouco menos de 170 milhões. O faturamento da construtora deve fechar 2017 em cerca de 360 milhões, bem menos que o 1,8 bilhão de 2013.

Já a Cyrela deve registrar seu pior ano em 2017, com um prejuízo de 164 milhões para um faturamento de cerca de 2,6 bilhões – chegou a 5,8 bilhões em 2014.

A companhia, no entanto, está animando analistas porque deve ter uma rápida recuperação após a crise. A previsão é para que 2019 sua receita chegue próxima aos 4 bilhões de reais.

Em maior ou menor grau, as companhias do setor imobiliário devem sentir os ventos positivos da economia, que está melhorando.

Os juros baixos – o Comitê de Política Monetária baixou mais uma vez a Selic ontem, para 6,5% ao ano – devem animar os consumidores. As vendas em São Paulo devem crescer até 10% em 2018.

Além disso, a nova lei do distrato deve ajudar a dar previsibilidade para o setor – entre janeiro e novembro de 2017, um terço dos contratos de compra e venda de imóveis foram desfeitos, segundo a Associação Brasileira de Incorporação de Imobiliárias (Abrainc).

Agora, as construtoras poderão ficar com parte do dinheiro já pago em caso de distratos, o que deve desestimular a prática. Ao que parece, dias melhores estão no horizonte do setor imobiliário.