7 motivos que levaram a Amazon ao valor de US$ 1 trilhão

Há diversos motivos para explicar a alta meteórica da companhia, que atua do comércio eletrônico a computação em nuvem, inteligência artificial e logística

São Paulo – A Amazon, gigante do comércio eletrônico, alcançou um novo patamar de grandeza. Ela chegou ao seleto grupo de empresas com valor de mercado superior a 1 trilhão de dólares, depois de ver suas ações subirem mais de 40% desde o começo do ano.

Até então, a Apple havia sido a única empresa a alcançar esse nível. A criadora do iPhone chegou ao valor trilionário no início de agosto.

A Amazon chegou ao valor no dia 4, depois que as ações subiram cerca de 2%. A alta dos papéis fez com que o fundador e presidente da empresa, Jeff Bezos, ganhasse 10 milhões de dólares por hora no último ano. Nos últimos 12 meses, a a fortuna pessoal de Bezos foi de 79 para 167 bilhões de dólares, crescimento mais espetacular da história do capitalismo.

Não há um único motivo que explique a ascensão inédita da companhia que nasceu vendendo livros, já que ela atua em segmentos de comércio eletrônico a computação em nuvem, inteligência artificial a assistentes pessoais.

Abaixo, estão sete motivos que ajudaram a empresa a alcançar seu tamanho de gigante.

 

Margens mais altas

O primeiro motivo para o alto valor da empresa são os números recordes que a empresa apresentou ao mercado na divulgação de resultados trimestrais. Ela obteve as margens operacionais mais altas dos últimos 13 anos e, assim, apresentou um de seus lucros mais altos, de 2,5 bilhões de dólares, animando o mercado.

As margens totais são de 5,6%, ainda baixas, já que sua principal divisão, de comércio eletrônico próprio, opera com pouca rentabilidade. Já os outros negócios, como computação em nuvem, publicidade e marketplace, que é a venda de outros parceiros por meio de sua plataforma, operam com margens mais altas. Só a computação em nuvem tem margens de 26,9%. Para o mercado, é nesses negócios que está o verdadeiro valor – e lucro – para a Amazon. 

Amazon Web Services

Grande parte dos ganhos da companhia estão na nuvem. A Amazon Web Services (AWS) é uma divisão do grupo responsável pela plataforma de serviços em nuvem. Ela oferece armazenamento de banco de dados, distribuição de conteúdo e tecnologias para startups como a EasyTaxi e também para concorrentes de varejo, como o Magazine Luiza.

O serviço de nuvem da Amazon acelerou o crescimento de suas vendas pelo terceiro trimestre consecutivo, com alta de 49% em relação ao ano anterior, apesar da concorrência mais acirrada com serviços similares da Microsoft e do Google.  Sua receita de 6,1 bilhões de dólares representou apenas 11% das vendas totais da Amazon, mas os lucros da divisão, de 1,6 bilhão de dólares, foram responsáveis por quase 55% do total.

Logística

A Amazon é conhecida por vender de tudo, de A a Z. Mas, além da seleção impressionante de produtos em seu site, a velocidade de entrega dos produtos é um de seus principais investimentos.

Em seus centros de distribuição da empresa nos Estados Unidos, mais de 100 mil robôs ajudam a abastecer as prateleiras e recolher os produtos. Modelos caóticos de organização são cuidadosamente estudados para que o tempo de preparação do pacote seja o menor possível. A empresa ainda investe em entregas por drone e em até duas horas dependendo da cidade e do produto e até diretamente no porta-malas do carro dos consumidores.

Diversificação

“Com frequência, nos perguntam: a Amazon é uma varejista, uma empresa de tecnologia ou uma grande empresa de mídia? A resposta é todas as alternativas anteriores”, escreveu o analista Greg Melich, da MoffettNathanson, em relatório.

Inicialmente voltada a vender livros pela internet e ainda conhecida por seu leitor de livros digitais, o Kindle, a Amazon virou a loja de tudo e transformou para sempre o comércio. Concorre com o cinema e o Netflix com seu negócio de produção e distribuição de conteúdo e é a maior fornecedora do mundo de serviços de computação em nuvem. Também concorre com a Siri, da Apple, e o Google Home, com a Alexa, a assistente virtual da companhia.

Há poucos meses, ingressou em um novo setor, de saúde, com a aquisição da startup online de farmácias PillPack. Também está construindo uma divisão secreta de saúde e bem estar com integração com a Alexa.

Lojas físicas

A Amazon em 1994 surgiu como uma loja online de livros, contrariando todas as tendências da época. Com o passar dos anos, seu crescimento – e do restante do comércio eletrônico – dizimou dezenas de outros negócios físicos, como a Toy’s R Us rede de lojas de brinquedos.

No entanto, depois de construir seu império online, a varejista decidiu ingressar no universo físico . Ela abriu livrarias nos Estados Unidos e criou a Amazon Go, modelo de supermercado sem caixa.

Há um ano, comprou a rede Whole Foods, de supermercados mais naturais e saudáveis, assustando as concorrentes Walmart, Kroger, Costco e Target. A Amazon instituiu programas de descontos para os assinantes Prime e um delivery super-rápido de até 2 horas (presente em 20 cidades).

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Fidelidade

Com tantos serviços diferentes, cada um deles entre os líderes em seu mercado, a companhia atraiu diversos fãs. Os assinantes do serviço Prime são parte essencial do valor da companhia. Os mais de 100 milhões de clientes fidelizados gastam mais e usam mais serviços da empresa que os não assinantes.

A companhia recompensa a lealdade de seus consumidores: os assinantes do serviço Prime recebem descontos para comprar no site e nas lojas da Whole Foods, têm acesso ao streaming de vídeo e recebem as entregas sem pagar frete. Além disso, desenvolve conteúdo original, seguindo a tendência da Netflix, para ser ainda mais atraente.

Sem medo de se arriscar

Em pouco mais de 20 anos de existência, empresa se transformou em um império, com bilhões em faturamento e milhares de funcionários pelo mundo. Grandes companhias tendem a ser mais lentas e burocráticas para tomar decisões e desenvolver novos projetos. No entanto, como inovação é um ponto essencial do crescimento da Amazon, o presidente Jeff Bezos luta para que isso não aconteça.

Para Bezos, falhar é tão importante quanto vencer, já que é do erro que surgem as inovações. “A maioria das grandes organizações adota a ideia de invenção, mas não está disposta a sofrer a série de experimentos fracassados necessários para chegar lá”, escreveu o presidente em 2015.

Por isso, a empresa tem obsessão em se manter ágil em seus processos de decisão como uma startup em seus primeiros dias. Porque, para Bezos, “o dia 2 é estático. Seguido pela irrelevância. Seguido por declínio excruciante e doloroso. Seguido pela morte. E é por isso que é sempre o dia 1”.

Comentários

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