12 grandes empresas que chegaram com tudo ao Brasil em 2017

Dos eletrônicos e itens de casa e cozinha da Amazon às bugigangas da Miniso, diversos negócios internacionais apostaram no país neste ano

São Paulo – O ano de 2017 mostrou uma leve recuperação para a economia brasileira: o Produto Interno Bruto teve crescimentos de décimos nos últimos trimestres, a inflação desacelerou e a taxa de desemprego teve ligeira queda (ainda que os números sejam preocupantes).

A confiança de vários setores subiu em relação ao ano passado – e isso não excluiu as grandes empresas internacionais. Várias gigantes resolveram apostar e expandir no Brasil neste ano, inaugurando ou planejando unidades em território nacional.

Elas vão desde a Amazon, que agora vende eletrônicos e itens de casa e cozinha, até a Miniso, rival da Daiso em vender de tudo por um preço bem amigável. Empresas de coworking, negócios de construção e decoração, serviços de conteúdo e de pagamento, companhias de agricultura, fabricantes de motocicletas, marcas de cosméticos e aéreas completam a lista.

Confira, a seguir, algumas grandes empresas que chegaram com tudo ao Brasil em 2017:

1 – Amazon: casa, cozinha, eletrônicos e ferramentas

Amazon: entre as marcas de tecnologia que mais cresceram em 2017

 (Mike Segar/Reuters)

Ainda que a Amazon já esteja no Brasil há cinco anos, a gigante do e-commerce apresentou diversas novidades ao mercado nacional neste ano: em outubro de 2017, a rede começou a vender celulares, eletroeletrônicos e videogames.

Cerca de um mês depois, anunciou a venda de itens de casa e cozinha. Depois, foi a vez de ferramentas e materiais de construção.

Hoje, o marketplace da Amazon.com.br passa a contar com mais de 500 mil produtos, oferecidos por milhares de vendedores.

2 – Amazon Prime Video

Amazon Fire TV stick Amazon Fire TV Stick, um dos produtos da Amazon no universo televisivo

Amazon Fire TV Stick, um dos produtos da Amazon no universo televisivo (Michael Short/Bloomberg)

Quase na virada para 2017, a Amazon lançou mais um serviço diferente em terras brasileiras: o serviço de streaming de vídeos Amazon Prime Videos.

Por aqui, a empresa encontrará concorrência da Netflix, HBO e Go e outros serviços menores, como o brasileiro Looke. Além de conteúdos exclusivos, o Amazon Prime Video ainda tem filmes e séries produzidas por outras empresas.

No lançamento, a Amazon terá uma assinatura promocional de 7,90 reais durante os seis primeiros meses. Depois desse período, a assinatura passa a 14,90 reais.

3 – Android Pay

Android-Pay

 (Google/Divulgação)

O Android Pay, serviço do Google de pagamentos com celulares, chegou ao Brasil neste ano.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a receber o serviço, que já funciona em mais de 10 países atualmente.

Os cartões bancários serão vinculados ao aplicativo do Android Pay, ou seja, é preciso cadastrar o número, nome impresso, validade e data de segurança, como em uma compra online. Todas as informações são criptografadas, segundo o Google, para evitar vazamento de dados.

O Android Pay funciona por NFC (comunicação de campo próximo). Basta encostar seu smartphone em uma maquininha de cartão com suporte para essa tecnologia e autenticar o pagamento no app para que a transferência aconteça.

Os bancos parceiros no lançamento do serviço de pagamentos são Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Porto Seguro. Os cartões podem ser das bandeiras Visa, MasterCard e Elo.

4 – Joon

Propaganda da Joon, spin-off da Air France

 (Joon/Air France/Divulgação)

A Air France lançou oficialmente em setembro de 2017 a Joon, sua nova companhia aérea de baixo custo, visando atrair uma clientela mais jovem e recuperar a lucratividade de algumas rotas.

A Air France informou que a Joon começará voando para seis destinos. A partir de dezembro, a empresa inaugurou voos para quatro cidades europeias: Barcelona, Berlim, Lisboa e Porto. A Joon voará também para Fortaleza, no Brasil, e para Seychelles a partir do fim de março de 2018.

As tarifas individuais para cidades europeias devem partir de 39 euros, e as para o Brasil e Seychelles devem variar entre 249 e 299 euros.

5 – Miniso

Loja da Miniso no Brasil, no Shopping Ibirapuera

 (Miniso/Divulgação)

Rival da Daiso, a Miniso está com planos agressivos de expansão. A loja de produtos japoneses quer chegar a 2 mil unidades no Brasil até 2020.

A inauguração da primeira loja da Miniso no país, em agosto de 2017, quebrou o recorde mundial de vendas em um dia: foram 153 mil reais em produtos.

Todos os itens são de marca própria. A maioria custará 9,90 reais, mas os preços começam em 3 reais e podem chegar a 200 reais. A empresa também pretende trazer eletrônicos, produtos de beleza, brinquedos e alimentos ao país.

Os planos da companhia para o Brasil também são dignos de recorde. Em 2018, o plano é abrir cerca de 200 lojas e, em 2019, outras mil lojas.

6 – Obramax

ObraMax, empresa da Leroy Merlin

 (Obramax/Facebook/Reprodução)

Mais conhecido pela rede de lojas de materiais de construção Leroy Merlin, que está há 20 anos no país, o grupo francês Adeo decidiu aumentar a aposta no varejo brasileiro.

A companhia, quarta maior no mundo no segmento “faça você mesmo”, decidiu trazer duas novas marcas para o Brasil. A primeira delas é a Obramax, um atacarejo de materiais de construção para profissionais e pequenos lojistas.

Ainda que o anúncio da chegada tenha sido feita em dezembro de 2017, a primeira loja de atacarejo está prevista para realmente abrir apenas neste ano.

7 – RAGT

Agricultor mostra sementes de trigo

 (Christopher Furlong/Getty Images/)

A empresa francesa do ramo de sementes agrícolas RAGT anunciou em outubro de 2017 uma associação com a paranaense Grupo Guerra, do mesmo setor.

A RAGT está presente em 17 países e fatura cerca de 350 milhões de euros por ano. Além de sementes, atua em distribuição e exportação de cereais, processamento de alimentos, comunicação e imóveis, entre outros negócios.

O resultado dessa sociedade serão dois grandes centros de pesquisa localizados no Paraná e em Goiás, voltados para estudos biotecnológicos e melhoria genética em sementes de milho e trigo. As empresas também farão conjuntamente investimentos no desenvolvimento de novos produtos para os mercados brasileiro e paraguaio.

O mercado de sementes movimenta 10 bilhões de reais ao ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).

8 – Royal Enfield

royalenfield

 (Gustavo Epifânio/Divulgação)

Uma estreante chamou a atenção do mercado de motocicletas brasileiros no ano de 2017: a indiana Royal Enfield. Criada em 1893, ela é a fábrica de motos mais antiga em atividade contínua no mundo e estabeleceu o Brasil como uma das prioridades de 2017 (e do futuro).

A marca abriu sua primeira concessionária em São Paulo, no bairro de Moema, em abril deste ano – a segunda subsidiária fora da Índia, depois dos Estados Unidos – e aposta no segmento que mais cresce no mercado mundial, o de média cilindrada, de 250 cc até 750 cc.

A aposta dos indianos está em unir design com preços camaradas: os três modelos comercializados no país variam entre 18,9 mil reais e 24,5 mil reais. Entre as principais concorrentes, como Harley-Davidson e BMW, não há preços inferiores a 40 mil reais para essas potências.

A Royal Enfield não estabelece meta de vendas para 2018 e diz que a estratégia de lançamento é aguardar três anos para fazer previsões.

9 – Too Faced

Produtos de maquiagem da marca Too Faced

 (Too Faced/Facebook/Reprodução)

A marca de cosméticos Too Faced começou a vender seus produtos nas unidades da Sephora do Brasil em novembro de 2017.

Conhecida por seus embalagens fofas e nomes engraçadinhos, a Too Faced foi criada no fim dos anos 1990, propondo uma maquiagem divertida e colorida. Os produtos são cruelty-free, ou seja, não são testados em animais.

Por aqui, desembarcaram sete dos itens mais famosos da marca, como a máscara para cílios Better Than Sex, a mais vendida no mundo inteiro, de acordo com a Teen Vogue, e a paleta de sombras Chocolate Bar, em formato de uma barra de chocolate. O preços vão de 89 até 269 reais.

10 – Spaces

Escritório flexível da Spaces na Vila Madalena em São Paulo, do Grupo IWG

 (Spaces/Grupo IWG/Divulgação)

O Spaces nasceu na Holanda, em 2006, com a ideia de oferecer um espaço criativo, descontraído e inovador para operar um negócio. A primeira unidade brasileira foi inaugurada em junho de 2017, na cidade de São Paulo.

O espaço conta com dois andares de espaços de coworking e quatro andares de salas privativas. Os membros podem utilizar qualquer escritório da empresa no mundo e conseguir benefícios ao acessar o aplicativo da Spaces.

11 – WeWork

WEWORK: startup de escritórios compartilhados recebeu aporte de 4,4 bilhões do SoftBank / Divulgação

 (WeWork/Divulgação)

A WeWork, maior empresa de coworking do mundo, está acelerando a aposta no Brasil. O negócio desembarcou no país em julho de 2017, tendo sua origem nos EUA, em 2010. A empresa está presente 18 países e 56 cidades.

No Brasil, há cinco unidades da WeWork – quatro em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Para 2018, estão programadas mais duas inaugurações no Rio, em Ipanema e Botafogo.

Hoje, há 160 mil membros da comunidade no mundo. O Brasil tem 2 mil participantes. Com as próximas inaugurações, o plano é subir para 5 mil membros.

12 – Zôdio

Oficina com crianças realizada pela Zôdio

 (Zôdio Brasil/Facebook/Reprodução)

A Zôdio, que reúne produtos e serviços ligados à vida de casa, é a segunda aposta do grupo francês Adeo para se expandir no varejo brasileiro.

O empreendimento traz um novo conceito de varejo, muito baseado em experiências, como cursos, segundo o Adeo. A primeira unidade da Zônio no Brasil abriu as portas no começo de dezembro na Marginal Tietê, em São Paulo, junto com nova unidade da Leroy Merlin.

No endereço, o grupo está investindo 210 milhões de reais para erguer o maior home center da companhia na América Latina.