Yatseniuk e Turchinov deixam partido de ex-primeira-ministra

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, e o chefe do parlamento, Alexander Turchinov, deixaram partido de Yulia Tymoshenko

Kiev – O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, e o chefe da Rada Suprema (parlamento) do país, Alexander Turchinov, deixaram nesta quarta-feira o Batkivshina, partido liderado pela ex-chefe de governo Yulia Tymoshenko, por desentendimentos relativos à campanha eleitoral para o Legislativo.

Também deixaram o partido outros 13 integrantes de destaque, entre eles os ministros do Interior, Arsen Avakov; da Justiça, Pavel Petrenko; de Política Social, Ludmila Denisova; de Infraestruturas, Maxim Burbak; o ex-secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Andrei Parubi, e vários deputados.

Segundo Avakov, que antecipou a notícia em seu perfil do Facebook, a debandada aconteceu por sérias diferenças sobre a estratégia a ser adotada na campanha para as eleições parlamentares convocadas para o dia 26 de outubro.

Os que decidiram deixar o partido queriam colocar Yatseniuk como o cabeça da lista para as eleições e deixar Yulia Tymoshenko como líder da legenda, uma proposta que levou a um ‘acalorado debate, um mal-entendido crescente entre amigos e, definitivamente, à alienação política’, lamentou Avakov.

O deputado do Batkivshina Vladimir Yavorisnki anunciou ontem que a lista de seu partido será encabeçada pela própria Tymoshenko, que sofreu uma contundente derrota nas presidenciais de 25 de maio, na qual conseguiu apenas 13,5% dos votos e ficou muito atrás de Petro Poroshenko, eleito presidente da Ucrânia.

‘Respeito a opinião de amigos e políticos do Batkivshina que creem que fazer oposição a Poroshenko é o melhor para o país. Mas acredito sinceramente que hoje não é o dia correto nem admissível. Somente a unidade!’, explicou Avakov a respeito de outra diferença fundamental que acabou por dividir o grupo político.

O líder ucraniano dissolveu na última segunda-feira o parlamento e convocou eleições parlamentares antecipadas após destacar que 80% dos ucranianos apoiam sua decisão.