Xi chega às Filipinas na 1ª visita de um presidente chinês em 13 anos

Xi Jinping disse que objetivo da visita é manter uma discussão profunda com o presidente Duterte sobre como elevar a cooperação entre os países

Manila – O presidente da China, Xi Jinping, chegou nesta terça-feira a Manila na primeira visita oficial de um governante do país às Filipinas em 13 anos, em uma demonstração da estreita relação bilateral desde que Rodrigo Duterte assumiu o poder.

“Faço esta visita a fim de manter uma discussão profunda com o presidente Duterte sobre como elevar nossa cooperação em todos os níveis sob as novas circunstâncias”, afirmou Xi em comunicado na véspera de viajar para as Filipinas.

Xi definiu a atual relação entre os dois países como “um arco-íris depois da chuva” sob o mandato de Duterte, que começou em junho de 2016.

O presidente chinês aterrissou no aeroporto de Manila procedente de Brunei, onde realizou na segunda-feira uma visita oficial depois de ter participado no final de semana na cúpula do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (APEC) em Papua Nova Guiné.

Os dois governantes se reunirão hoje em Malacañang, sede da presidência filipina; e participarão da assinatura de vários acordos bilaterais, segundo a agenda oficial da visita.

Nos últimos meses, vários membros do gabinete de Duterte admitiram que ambos países negociam um acordo de exploração conjunta nas águas disputadas do mar da China Meridional, que poderia ser assinado durante esta visita.

O Tribunal de Arbitragem da Haia concedeu em 2016 às Filipinas a soberania nessas águas – que também é reivindicada por outros países da região – de várias ilhotas e atóis, que a China tinha ocupado pela força, assunto sobre o qual Duterte mantém uma posição quase neutra em troca de uma forte injeção de investimento chinês no país.

O porta-voz da presidência filipina, Salvador Panelo, indicou hoje que Duterte também abordará com Xi os US$ 24 bilhões em investimentos e empréstimos que Pequim prometeu às Filipinas há dois anos e dos quais só executou uma pequena parte.

“É o melhor momento para que o presidente exerça pressão sobre o presidente da China”, disse Panelo à emissora “ABS-CBN”.