Wolfowitz é;aprovado por unanimidade como novo presidente do Bird

Logo após a nomeação unânime, Wolfowitz afirma que a redução da pobreza envolve muito mais que os empréstimos e garantias do Bird, e depende de políticas comerciais e condições positivas para o investimento do setor privado

Paul Wolfowitz foi aprovado nesta quinta-feira (31/3) por unanimidade como novo presidente do Banco Mundial (Bird). Ele entra no lugar de James Wolfensohn, que presidiu a instituição por dez anos. O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos foi indicado há duas semanas por George W. Bush para a presidência do Bird. Depois de alguns dias de perplexidade na comunidade internacional, acabou sendo aprovado pelos 24 diretores executivos da instituição, cuja missão é a redução da pobreza no mundo.

Wolfowitz foi o principal ideólogo da política americana de combate ao terrorismo, que culminou na invasão do Iraque. O novo presidente passou por extensas sabatinas com os diretores e técnicos do banco e chegou a viajar para a Europa para reunir-se com ministros de finanças. Ele assume em 31 de maio.

Críticas

Além de apontar sua contribuição decisiva para a guerra, os críticos da nomeação de Wolfowitz argumentam que falta capacitação ao subsecretário americano para lidar com temas ligados ao desenvolvimento. Apesar das críticas, não foi apresentado nenhum candidato alternativo. Depois de tratativas entre países europeus e os Estados Unidos, a União Européia concordou em atender à sugestão de Bush.

Entre americanos e europeus, há um acordo tácito: os EUA presidem o Bird, e a Europa, o Fundo Monetário Internacional. Agora, os ministros das finanças europeus estão mobilizados para eleger um representante da União Européia na diretoria do Banco Mundial. Paris trabalha para que um francês seja indicado para um posto relevante junto a Wolfowitz.

Em declaração feita logo após a confirmação, Wolfowitz afirmou que a redução da pobreza envolve muito mais que os empréstimos e garantias do Bird. “Políticas comerciais, junto a condições positivas para o investimento do setor privado, são fatores-chave que influenciam as perspectivas para os pobres.”