Venezuela: Maduro diz que fica, Guaidó planeja volta às ruas

Maduro rejeitou neste domingo o ultimato de quatro potências europeias para que convoque eleições em um prazo de oito dias

A Venezuela começa a semana sob uma pesada nuvem de incerteza. O presidente, Nicolás Maduro, rejeitou neste domingo o ultimato de quatro potências europeias para que convoque eleições em um prazo de oito dias.

Espanha, França, Alemanha e Reino Unido advertiram no sábado que se Maduro não convocar eleições no prazo de oito dias, pretendem reconhecer Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, como “presidente interino”. Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Colômbia e Argentina, entre outros, já reconheceram Guaidõ como presidente. Turquia, Rússia e China continuam apoiando Maduro.

O opositor, de 35 anos, se autoproclamou presidente interino na quarta-feira passada, depois que a Assembleia Nacional (de maioria opositora) declarou Maduro “usurpador” por iniciar em 10 de janeiro um segundo mandato fruto de eleições não reconhecidas pela comunidade internacional.

Desde então, Maduro ampliou a distribuição de comida para retomar apoio popular. Também apareceu ao lado de comandantes militares, que se mantém a seu lado. Segundo analistas políticos, os militares são também responsáveis, no mercado negro, pela distribuição de comida, combustível e até drogas, levando seu nível de interesse na manutenção do governo a outras esferas.

Guaidó pretende realizar novos atos populares nos próximos anos, mantendo a pressão sob o regime chavista. Ele rejeitou um diálogo proposto por México e Uruguai, afirmando que seria uma forma de Maduro ganhar tempo, como já aconteceu em outras oportunidades. O atual mandato de Maduro vai até 2024.