Venezuela faz operação de busca e apreensão em 595 empresas

Companhias são acusadas de praticar crimes financeiros pelo governo de Nicolás Maduro

O vice-presidente da Venezuela, Tareck el Aissami, informou nesta terça-feira de uma operação de busca e apreensão em 596 empresas supostamente vinculadas com crimes financeiros como o contrabando e a imposição de taxas no mercado paralelo de divisas que opera à sombra do controle cambial estatal.

“Atualmente estão revistando 596 empresas ao longo e largo do território nacional e vamos desmembrar, desarticular e capturar todas as pessoas que estão comprometidas com estas redes do crime organizado”, disse El Aissami durante um discurso televisado.

O vice-presidente assegurou que existem “redes internacionais de crime organizado” que buscam “afetar o sistema financeiro” nacional, “e desestabilizar e boicotar a economia venezuelana”.

Diante disso, o governo de Nicolás Maduro lançou ontem a operação “Mãos de Papel” na qual foram apreendidas “grandes somas de dinheiro”, dólares e pesos colombianos entre o botim, assim como 22 propriedades.

Também foram detidas 86 pessoas e cumpridas 125 ordens de busca e apreensão.

“É a maior operação policial realizada na história da Venezuela”, afirmou El Aissami ao explicar que funcionários das áreas de Inteligência, Investigação e Anticorrupção participaram desta ação.

O vice-presidente explicou que as autoridades estão agora atrás da captura de outras 112 pessoas e que bloquearam 1.133 contas bancárias de 19 bancos nacionais, por estarem “diretamente vinculadas a estas máfias financeiras”.

“Todas estas redes vinculadas às máfias cambistas têm o amparo e a proteção do governo colombiano, do presidente Juan Manuel Santos. Fazem parte das redes criminosas que nos atacam permanentemente da Colômbia em cumplicidade com alguns sistemas financeiros venezuelanos”, denunciou El Aissami.

O vice-presidente também garantiu que a oposição venezuelana está “diretamente vinculada” com esta trama delitiva e acusou diretamente o ex-presidente do parlamento, o opositor Julio Borges.