Venda de armas russas aumenta em 2012, números mundiais caem

Vendas de armas por companhias russas aumentaram em 28%

Estocolmo – Empresas russas aumentaram a venda de armas em 2012, impulsionadas pelo programa de armamento do Kremlin, enquanto as vendas globais de armas e serviços militares por companhias privadas caíram pelo segundo ano consecutivo, segundo dados do Instituto Internacional de Estocolmo de Pesquisa para a Paz divulgados nesta sexta-feira.

Enquanto as vendas de empresas dos Estados Unidos, Canadá e de boa parte dos países do ocidente europeu caíram em 2012, as vendas de armas por companhias russas aumentaram em 28 por cento, de acordo com o instituto.

Esse aumento reflete principalmente as grandes e crescentes vendas internas, resultado do plano de armamento russo de 700 bilhões de dólares, entre 2011 e 2020.

“A indústria de armas russa está gradualmente ressurgindo das ruínas da indústria soviética”, afirmou Sam Perlo-Freeman, diretor do Programa de Produção de Armas e Gastos Militares do instituto.

“Apesar disso, a indústria é ainda marcada por equipamentos ultrapassados, organização ineficiente e corrupção em larga escala, o que vai continuar a limitar a capacidade russa de competir tecnologicamente com o Ocidente.” Sobre o destino de exportações, Perlo-Freeman afirmou à Reuters que as armas russas vão principalmente para a Ásia. A Rússia é o principal fornecedor da Índia, o principal importador de armas por volume entre 2008 e 2012, segundo as informações do instituto.

De acordo com a organização, as vendas das cem maiores companhias produtoras de armas totalizaram 395 bilhões em 2012, 4,2 por cento a menos do que no ano anterior, quando as vendas haviam caído 6,6 por cento.


No entanto, desde 2003, as vendas das empresas de armas aumentaram em quase 30 por cento.

A Rússia é também o principal fornecedor de armas para a Síria, onde a guerra civil já matou 130 mil pessoas.

No relatório divulgado nesta sexta-feira, o instituto também disse que as vendas dos produtores sediados nos Estados Unidos representam 58 por cento do total das cem principais empresas. O ocidente europeu é responsável por 28 por cento desse total.

A retirada das forças norte-americanas do Iraque em 2011 teve um impacto significativo na redução das vendas de várias empresas durante o ano de 2012, segundo o instituto.

O relatório não inclui a China, um grande produtor e exportador de armas, devido ao acesso limitado de informações sobre o país.