Vencedora do leilão de energia, Alupar diz que desistiu

Segundo fato relevante, a manifestação ocorreu antes do início do certame, por meio de assinatura de um termo de retirada

São Paulo – A Alupar Investimento desistiu de participar no Leilão de Energia A-5 promovido nesta quinta-feira, 29, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) do empreendimento Sinop, que será construído no Mato Grosso.

Segundo fato relevante, a manifestação ocorreu antes do início do certame, por meio de assinatura de um termo de retirada. Entretanto, o consórcio formado por Alupar e Eletrobras foi o vencedor do leilão.

“Assim, a companhia esclarece aos seus acionistas e ao mercado em geral que os atos necessários à formalização de sua desistência em participar do empreendimento já se encontram em andamento, de maneira que os manterá informados acerca dos próximos passos a serem seguidos em relação à sua retirada”, informou a Alupar em nota.

Em coletiva, os organizadores do leilão informoaram que a Comissão Especial de Licitação foi pega de surpresa com o anúncio feito pela Alupar. A companhia compôs, junto com Chesf e Eletronorte, o consórcio vencedor da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop, ativo mais disputado do certame desta quinta. A Alupar detém 51% do consórcio e os 49% restantes pertencem às companhias controladas pela Eletrobras.

Sem dar detalhes, o presidente da Comissão Especial de Licitação, Ivo Sechi Nazareno, afirmou que o assunto ainda precisa ser analisado. Representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informaram que ainda não foram comunicados oficialmente sobre a decisão da Alupar.

Uma das opções seria a substituição da Alupar no consórcio. “À luz do que foi oficializado à Aneel, vamos divulgar uma opinião sobre aquilo que o edital rege. Se for legítimo, será aceita”, afirmou Nazareno.

O presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, destacou que, na pior das hipóteses, o ativo poderia ser assumido pelo segundo colocado no leilão. O preço da energia oferecida seria o mesmo ofertado pelo consórcio que ficou na segunda colocação.

“Estamos tranquilos porque a usina será concedida e construída. Houve uma grande disputa e tivemos um segundo colocado. Se tudo der errado, entrará o segundo colocado”, destacou Tolmasquim. A definição do consórcio que será responsável pela construção da usina deverá ocorrer até outubro.