Varejo nos EUA;cresce 1,5%, graças;à venda de automóveis

<I>Demanda por veículos no mercado americano em setembro foi a mais intensa já vista desde outubro de 2001</I>

A maior demanda de automóveis nos Estados Unidos desde outubro de 2001 puxou para cima o resultado das vendas no varejo de setembro, de acordo com o departamento de comércio americano. As vendas avançaram 1,5%, o dobro do estimado pelos economistas, alcançando um faturamento de 341 bilhões de dólares.

A edição desta sexta-feira (15/10) do americano The Wall Street Journal aponta para o desempenho das vendas de automóveis e peças automotivas, cujas vendas cresceram 4,2% no período, como o grande responsável pelo resultado geral.

O avanço do faturamento das montadoras, porém, está calcado na agressividade da estratégia de vendas adotada pelas fabricantes, como financiamento sem cobrança de juros e grandes descontos nas concessionárias (leia reportagem da revista EXAME sobre os desafios que pesam sobre a indústria automobilística mundial. A General Motors, por exemplo, anunciou ontem que vai cortar 19% de sua força de trabalho na Europa, onde acumula prejuízos de 2 bilhões de dólares). De qualquer modo, o desempenho do setor nos Estados Unidos em setembro foi o maior desde o salto de 24,2% obtido em outubro de 2001.

As vendas do varejo, excluída o comércio de veículos, cresceram 0,6% (a expectativa de mercado era de 0,3%), o melhor resultado desde maio, quando o faturamento subiu 0,9%. O dado revisado de agosto indicou uma queda de 0,2% nas vendas gerais e de 1,3% nas vendas de automóveis.