Lacalle Pou lidera eleição presidencial no Uruguai por margem apertada

Com 97% dos votos apurados, o candidato de centro-direita Lacalle Pou segue à frente com 48,8% dos votos, contra 47,5% do esquerdista Daniel Martinez

São Paulo — O candidato do Partido Nacional (PN), Luis Lacalle Pou, tem 1,3% de vantagem sobre Daniel Martínez, da Frente Ampla, com 97% dos votos apurados nas eleições presidenciais do Uruguai, segundo o site da Corte Eleitoral uruguaia. Embora a apuração não tenha terminado, os números sugerem provável vitória de Lacalle, que deverá governar o país de 2020 a 2025.

Oficialmente, o vencedor só será divulgado na quinta ou na sexta-feira, informa a Corte Eleitoral. Até lá, deverão ter sido apurados os chamados “votos observados”, que, no sistema eleitoral uruguaio, são aqueles registrados quando um eleitor vota em local diferente de sua seção eleitoral.

Cerca de 2,7 milhões de uruguaios foram às urnas para eleger o sucessor de Tabaré Vázquez em um mandato que vai de 2020 a 2025. Segundo a Corte Eleitoral uruguaia, 90% dos eleitores votaram, uma taxa considerada histórica.

No primeiro turno, Martínez tinha conseguido 39,1% dos votos, Lacalle Pou ficou com 28,5% e Ernesto Talvi e Guido Manini Ríos alcançaram 12,3% e 10,8%, respectivamente. Para o segundo turno, o centro-direitista recebeu o apoio de Ríos e Talvi.

Com o avanço do pleito para o segundo turno, Lacalle Pou formou uma aliança a qual chamou de “multicolorida”, que inclui, além do Partido Nacional, o Partido Colorado, de centro-direita, e uma das forças políticas tradicionais do Uruguai, com 183 anos de história; o Partido Independente, de centro-esquerda; o Partido da Gente, de direita; além do ascendente Cabildo Abierto, também de direita, fundado neste ano e liderado pelo general da reserva Guido Manini Ríos.

Lacalle Pou frisou que a vantagem de a disputa ter ido para o segundo turno foi unir cinco forças diferentes por uma única causa: a mudança política no Uruguai.

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“Ver bandeiras de cinco partidos entrelaçadas ao mesmo tempo me encheu de emoção e responsabilidade”, disse o candidato, que lembrou, após o resultado do primeiro turno, que o momento atual é de “muitas verdades, da tolerância, de estar ao lado de pessoas que pensam de forma diferente”.

As eleições no país marcam a diferença do momento vivido pela nação em relação aos vizinhos latinos, que estão em um cenário de protestos contra governos e instabilidade social e política. Nos últimos 15 anos o Uruguai cresceu acima da média do continente e aprovou pautas progressistas, como a liberação da maconha com controle governamental, que o levaram a ser escolhido o país do ano pela revista Economist, em 2013.

(Com EFE e Agência Brasil)