Unicef lamenta morte de crianças em Gaza e condena ataques

Unicef pediu aos palestinos e israelenses que não transformem as crianças em alvos do conflito e que respeitem a inviolabilidade das escolas

Nações Unidas – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lamentou nesta sexta-feira a morte de 192 crianças na Faixa de Gaza, número que abrange os 18 dias de ofensiva israelense, e condenou o ataque contra uma escola da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

“Com o aumento das vítimas e da devastação a cada hora que passa, a Unicef se une à chamada do secretário-geral da ONU (Ban Ki-moon) para que haja uma cessação imediata da violência”, disse a agência da ONU em comunicado.

A Unicef também se uniu à comunidade internacional para pedir aos palestinos e israelenses que não transformem as crianças em alvos do conflito e que respeitem a inviolabilidade das escolas.

“Usar ou atacar centros educativos onde as crianças se refugiam da violência é inaceitável sob qualquer circunstância”, disse no mesmo comunicado a diretora regional do Unicef para o Oriente Médio e o Norte da África, Maria Calivis.

Pelo menos 17 palestinos morreram e outros 200 ficaram feridos nesta quinta-feira em um ataque atribuído às forças israelenses contra uma escola da UNRWA na cidade de Beit Hanoun, no norte de Gaza, uma ação que gerou protestos em toda Cisjordânia.

“Estou horrorizado pelas notícias de um ataque a uma escola de UNRWA, no norte de Gaza, onde centenas de pessoas tinham se refugiado”, afirmou o secretário-geral, Ban Ki-moon, em comunicado emitido do Iraque.

O Exército israelense, por sua parte, alega que o grupo islamita Hamas lançou vários foguetes contra a área de Beit Hanoun, onde 17 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas por explosões atribuídas aos bombardeios israelenses.

Mais de 120 mil pessoas buscaram refúgio em escolas da UNRWA desde o último dia 8 de julho, quando Israel iniciou uma ofensiva na Faixa de Gaza. Segundo os números oficiais, 750 pessoas teriam morrido desde o início dos confrontos, a maioria civis palestinos.