União Europeia não diz se apoiaria ação na Síria

União Europeia não quis dizer se seria partidária de uma ação sem o aval do Conselho de Segurança da ONU

Bruxelas – A União Europeia (UE) deixa em mãos de seus Estados-membros a decisão sobre uma eventual resposta militar ao suposto uso de armas químicas na Síria e não quis esclarecer nesta quinta-feira se seria partidária de uma ação sem o aval do Conselho de Segurança da ONU.

Questionado em entrevista coletiva, o porta-voz comunitário das Relações Exteriores Sébastien Brabant também não disse abertamente se Bruxelas respaldaria uma pesquisa sobre o suposto ataque químico que está sendo realizada pelas Nações Unidas.

“O que posso dizem em nome da alta representante, Catherine Ashton, e do Serviço de Ação Exterior é que consideramos que a missão das Nações Unidos que está no terreno é muito importante e que vamos seguir com grande atenção seu relatório”, indicou o porta-voz.

Brabant assinalou que a UE espera que a resposta da comunidade internacional seja “de acordo com o que possa ser concluído sobre o que aconteceu no local”.

“Evidentemente, certas decisões só podem ser tomadas pelos Estados-membros”, assinalou.

Perguntado pelo papel do Conselho de Segurança da ONU, Brabant lembrou declarações de Ashton nas quais o diplomata considerou “muito importante” o papel desse órgão na segurança internacional, mas nas quais considerava que isso “não impede cerca que outros reflitam com atenção sobre o que deve ser feito”.

Segundo o porta-voz, Ashton se mantém em contato permanente com seus parceiros internacionais e com os ministros europeus das Relações Exteriores, embora por enquanto não esteja previsto que estes mantenham alguma reunião até o conselho informal que será realizado no final da próxima semana em Vilnius.

Os embaixadores comunitários do Comitê Político e de Segurança falarão sobre a crise síria amanhã, dentro de sua primeira reunião ordinária após o recesso estival.

Até agora, dentro da UE, França e Reino Unido aparecem como os países mais decididos a uma possível intervenção na Síria, enquanto outros como a Alemanha e Itália deram a entender que não estariam dispostos a participar de uma resposta militar contra o regime de Bashar al-Assad.