Unasul define plano estratégico de combate ao crime organizado

Os ministros e secretários executivos estão reunidos em Cartagena das Índias, na Colômbia

Brasília – Representantes dos Ministérios da Defesa, da Justiça e das Relações Exteriores dos 12 países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se preparam para anunciar hoje (4) um plano regional estratégico de combate ao crime organizado transnacional e que amplia as medidas de segurança nas áreas de fronteira.

Os ministros e secretários executivos estão reunidos em Cartagena das Índias, na Colômbia. O ministro da Defesa, Celso Amorim, respresenta o Brasil. A Unasul é formada pelos seguintes países: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Chile, Guiana e Suriname, além do Brasil. O Panamá e o México são membros observadores.

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, alertou que o crime transnacional é a “ameaça mais séria” à segurança e estabilidade na região. Segundo ele, os crimes estão diretamente relacionados a uma série de atividades ilegais, que vão desde o tráfico de drogas e armas até de pessoas. O ministro destacou que todas são ações de alcance internacional.

Pinzón acrescentou ainda que há necessidade de avaliar as questões relativas à exploração ilegal de minérios, à lavagem de dinheiro, aos crimes cibernéticos e à conexão entre as redes criminosas. De acordo com Pinzón, todos os governos têm responsabilidades nos esforços para garantir mais segurança e justiça na região.

A secretária-geral da Unasul, Maria Emma Mejía, defendeu a proposta de criar uma zona de paz na região. Segundo ela, a intenção e os esforços de todos os integrantes do bloco indicam que há condições de “bons resultados” por meio de ações concretas. De acordo com Maria Emma Mejía, é fundamental romper com o que chamou de “cultura do ato ilícito”.

O presidente pro tempore da Unasul, o paraguaio Jorge Lara, ressaltou que os crimes transnacionais desrespeitam fronteiras, os Estados e as marcas legais. Para os governos da Venezuela e do Equador, é necessário criar uma instância de direitos humanos, independente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os governos do Equador e da Venezuela informaram que o novo órgão, a ser criado no âmbito da Unasul, destina-se a proteger e promover os direitos sociais, políticos e humanos buscando o desenvolvimento econômico e sustentável, além da democracia.