Unasul acerta projetos e espera eleições no Paraguai

Anfitrião da sexta cúpula de líderes da Unasul explicou que com projetos se buscará melhorar ''a conexão dos espaços da América do Sul"

Lima – A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) acertou nesta sexta-feira em Lima desenvolver 31 projetos ”emblemáticos” de integração regional, com um investimento de US$ 17 bilhões, e esperar o desenvolvimento das eleições no Paraguai para resolver sobre a suspensão desse país.

Assim assinalou o presidente do Peru, Ollanta Humala, no final da 6ª Cúpula da Unasul, cujos participantes assinaram uma declaração que ainda não foi divulgada.

Humala disse que os presidentes escutaram o relatório do grupo especial criado para acompanhar a situação no Paraguai, país que foi suspenso do organismo há cinco meses, após a cassação de Fernando Lugo.

Ao se referir aos projetos aprovados, o anfitrião da sexta cúpula de líderes da Unasul explicou que com eles se buscará melhorar ”a conexão dos espaços da América do Sul, especialmente em zonas rurais e de fronteiras”.

”Decidimos dar impulso real ao processo de integração sul-americano”, destacou Humala em uma apresentação perante os jornalistas, após o encerramento da reunião de chefes de Estado e de Governo.

O presidente peruano acrescentou que se estabeleceu um prazo de dez anos para que os projetos estejam terminados e que serão feitos com investimento público e público-privado, como uma forma de incentivar a criação de postos de trabalho.

Humala detalhou que cinco dos projetos serão construídos no Peru e compreenderão três eixos transversais na Amazônia em direção ao Brasil e outros dois rumo ao Equador.

Na sexta cúpula da Unasul participaram os chefes de estado e de Governo de sete dos 12 países-membros (Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela).

O Paraguai está suspenso como membro desde junho passado e portanto seu presidente, Federico Franco, não foi convidado.

Também faltaram por diversas razões a presidente Dilma Roussef, o venezuelano, Hugo Chávez, o boliviano Evo Morales e a argentina Cristina Kirchner.