Ucrânia rejeita projetos que permitiriam viagem de opositora

O Parlamento ucraniano rejeitou todos os projetos de lei que teriam permitido à líder opositora detida Yulia Timoshenko viajar para receber atendimento médico

Kiev – O Parlamento ucraniano rejeitou nesta quinta-feira todos os projetos de lei que teriam permitido à líder opositora detida Yulia Timoshenko viajar ao exterior para receber atendimento médico, como pede a União Europeia para a assinatura de um acordo de associação.

Os seis textos apresentados receberam menos de 200 votos. Para a aprovação eram necessários 226 votos.

Detida desde 2011, a ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko cumpre pena de sete anos de prisão por abuso de poder. Está hospitalizada desde abril de 2012 porque sofre de hérnia de disco.

O Partido das Regiões do presidente Viktor Yanukovich, maioria no Parlamento, não participou na votação por considerar que os projetos de lei eram “imperfeitos”.

Os emissários europeus, o ex-presidente polonês Alexander Kwasniewski e o ex-presidente do Parlamento Europeu Pat Cox, estavam no Parlamento.

“Vergonha!”, gritaram os deputados da oposição.

“É a hora da verdade para Yanukovich, que mostrará se está disposto a assinar um acordo de associação com a UE ou se mentiu durante os últimos dois anos”, afirmou antes da votação Arseni Yaseniuk, aliado de Timoshenko.

“Não é uma escolha entre Ocidente e Oriente, é uma escolha entre futuro e passado”, completou.

Após o fracasso na votação, os deputados da oposição pediram novamente ao presidente Yanukovich que assine um indulto a Timoshenko, proposta que também foi feita pelos emissários europeus.

“Pedimos a convocação da comissão de indultos, a análise do pedido de Cox-Kwasniewski e o indulto de Timoshenko”, declarou Irina Guerashchenko, deputada do partido Udar, liderado pelo boxeador Vitali Klitschko.

Yaseniuk submeteu ao presidente do Parlamento, Volodymyr Rybak (Partido das Regiões), um projeto de decreto de indulto presidencial.

“Que assine!”, disse.

*Atualizada às 09h58