Tudo que se sabe sobre os pacotes-bomba que aterrorizam os Estados Unidos

A polícia identificou e prendeu um homem suspeito de envolvimento nos casos. Acompanhe o que está acontecendo

São Paulo – Os Estados Unidos vivem momentos de tensão desde o início desta semana. Há cerca de três dias, diversas figuras públicas estão sendo alvo de pacotes-bomba enviados pelos correios, todas são críticas conhecidas da gestão do republicano Donald Trump.

Agora pouco, a polícia americana prendeu no sul da Flórida um homem suspeito de envolvimento nos casos. Ele foi identificado como Cesar Sayoc, de 56 anos.

Todos os pacotes foram interceptados pela polícia antes de chegarem às mãos dos destinatários, mas não se sabe quantos artefatos ainda circulam pelo país e quais os potenciais alvos. Autoridades trabalham com a hipótese de que os casos estão conectados, uma vez que o conteúdo de todos eles são iguais. Nesta sexta-feira, mais dois embrulhos foram descobertos até agora.

Abaixo veja tudo o que se sabe sobre esse caso:

Quem já foi afetado?

Até o momento, 11 pacotes foram encontrados. O primeiro deles veio à público em 22 de outubro e chegou à caixa de correio do megainvestidor, George Soros, em Nova York. Na terça, 23, um pacote foi interceptado a caminho da residência da ex-secretária de Estado e candidata à presidência, Hillary Clinton, ela é, ainda, esposa do ex-presidente Bill Clinton.

Horas depois, veio à tona a notícia de um pacote similar endereçado ao ex-presidente, Barack Obama, e outro apareceu no prédio da companhia Time Warner, onde está a rede de notícias CNN e a rede de televisão NBC News. Esse tinha como destinatário o ex-diretor da CIA, John Brennan, hoje analista para veículos de imprensa do grupo.

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Na quarta-feira, foram alvo a representante democrata da Flórida, Debbie Wasserman Schultz. Neste caso, o pacote era endereçado ao ex-procurador da gestão Obama, Eric Holder e chegou ao escritório de Wasserman Schultz por estar com o endereço errado. A representante Maxine Waters, também democrata, estava na mira de dois pacotes: um na Califórnia, onde reside, e outro em Washington.

Já na quinta-feira, o ator americano, Robert De Niro, e o ex-vice-presidente de Obama, Joe Biden, foram os alvos. Ao ator, o pacote fora enviado para o endereço da sua produtora em Nova York, enquanto que para o político, dois artefatos foram enviados.

Nesta sexta-feira, a polícia descobriu dois pacotes-bomba até o momento. Um foi recuperado na Flórida e estava endereçado ao senador democrata Corey Brooker. Outro era destinado a James Clapper, ex-diretor de inteligência da gestão Obama, e foi encontrado em Nova York.

O que foi enviado?

Segundo o FBI, todos os pacotes encontrados até o momento “potencial destrutivo”, mas o conteúdo não foi detalhado. Andrew Cuomo, governador de Nova York, a cidade que registrou a maioria dos casos, disse à imprensa que todos os artefatos eram “bombas capazes de detonar”. Peritos ouvidos pela agência Reuters disseram que os artefatos, embora rudimentares e construídos a partir de instruções na internet, poderiam matar.

Pacotes explosivos enviados para figuras públicas dos Estados Unidos

Quem são os suspeitos?

Até o momento, não há informações oficiais sobre quantas pessoas, afinal, estariam envolvidas nesse incidente. Nesta sexta-feira, a polícia fez uma prisão, a de Cesar Sayoc. Republicano, o homem de 56 anos foi preso na Flórida.

Em razão do perfil das vítimas, todas associadas ao Partido Democrata e críticas da gestão republicana, a hipótese que autoridades trabalham é a de que as motivações sejam políticas.

De acordo informações da imprensa americana, autoridades estão concentrando as investigações em um posto dos correios nas proximidades da cidade de Miami, na Flórida. Foi lá que o pacote endereçado ao senador Brooker foi encontrado.

O presidente americano, Donald Trump, chegou a falar em “violência política” durante suas manifestações sobre o tema. Já Bill De Blasio, prefeito da cidade mais afetada pelo caso, Nova York, vê o incidente como “ação terrorista”, assim como o comissário de polícia local e o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo.