Trump volta a criticar relação militar “ridiculamente injusta” com Europa

O presidente americano criticou nesta segunda-feira que os Estados Unidos pagam uma grande parte da proteção militar de outros países

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou novamente nesta segunda-feira a “ridiculamente injusta” relação militar com a Europa, cujos países devem “pagar pela grande proteção americana” ou “proteger a si mesmos”.

“Acabo de retornar da França, onde muito foi realizado nos meus encontros com líderes mundiais. Nunca é fácil comentar o fato de que os EUA devem ser tratados de maneira justa, algo que não ocorre, tanto em defesa como em comércio”, escreveu Trump no Twitter.

O presidente americano ressaltou que os EUA pagam por “uma enorme parcela da proteção militar de outros países, pelo grande privilégio de perder centenas de milhões de dólares com esses mesmos países no comércio”.

“Disse a eles que essa situação não pode continuar. É, e sempre foi, ridiculamente injusta com os EUA. É hora de esses países ricos pagarem aos EUA por sua grande proteção militar ou terão que proteger a si mesmos”, acrescentou o chefe de Estado.

Trump retornou ontem à noite da França, onde participou dos atos de comemoração do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e evidenciou mais uma vez suas tensões com os líderes europeus.

Sua chegada começou com polêmica, já que logo após desembarcar na sexta-feira em Paris escreveu uma mensagem no Twitter na qual considerava “muito insultante” a proposta de Macron de um exército europeu “para se proteger de EUA, China e Rússia”.

Posteriormente, ambos os líderes tiveram um encontro no qual baixaram o tom e insistiram na cooperação bilateral.

“Acho que tivemos uma discussão muito clara. Ele é a favor de dividir melhor as despesas dentro da Otan. Estou de acordo com isso. E acho que para dividir melhor as despesas todos nós precisamos mais da Europa”, ressaltou Macron em entrevista à emissora americana “CNN”.

Além disso, o presidente francês evitou qualificar a mensagem de Trump como um erro e afirmou que prefere realizar suas tarefas diplomáticas “através de discussões diretas”, e não pelo Twitter, o meio de comunicação favorito de Trump.