Prêmio Fake News: Trump divulga os piores da imprensa

ÀS SETE - Presidente americano deve anunciar nesta quarta-feira os vencedores de uma sombria brincadeira criada por ele

E o vencedor é… Nesta quarta-feira, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, deve levar sua guerra contra a imprensa a um novo patamar ao anunciar os vencedores de uma sombria brincadeira criada por ele, o Prêmio Fake News.

Segundo o próprio Trump, a premiação “será dada aos perdedores da mídia americana, àqueles que foram os mais corruptos e enviesados”.

Às Sete – um guia rápido para começar seu dia

Leia também estas outras notícias da seção Às Sete e comece o dia bem informado:

Inicialmente programada para o dia 8 de janeiro, Trump adiou a data e disse que “o interesse e a importância de tal prêmio são maiores do que qualquer um poderia prever.”

Por enquanto, informações sobre como a premiação vai acontecer ainda estão no escuro. Não se sabe se teremos prêmios para

os piores jornalistas, ou se o presidente irá dividir as categorias por online, impresso e vídeo.

Quando Trump insinuou pela primeira vez que um prêmio desse tipo deveria existir, no entanto, ele deu uma pista de pelo menos um dos indicados.

Em novembro do ano passado, Trump escreveu em sua conta no Twitter que “devíamos ter essa premiação”, com a “participação da CNN, mas não incluindo a Fox”.

Embora toda a situação parece extremamente cômica, ela aponta para uma dura realidade: a relação de constante ameaça, desdém e carência que Donald Trump tem com a imprensa.

Ontem mesmo o presidente reclamou que “90% das histórias publicadas sobre a gestão são negativas — e muitas controversas”.

Se, e como, a premiação vai acontecer ainda é incerto. Mas fazê-la pode colocar Trump e membros de sua gestão em maus

lençóis. Segundo ex-conselheiros de ética dos presidentes Barack Obama e George W. Bush, se qualquer membro da equipe da Casa Branca estiver envolvido na premiação, ele pode ser enquadrado em uma violação do Código de Ética do Executivo, que estabelece que funcionários do governo são proibidos de usar seus postos para “endossar ou condenar qualquer produto, serviço ou empresa”.

A premiação cruzaria essa linha, bem como o apreço de Trump pela Fox News, em detrimento de qualquer outro veículo.

Se toda a história parece maluquice demais para a presidência do país com a maior economia do mundo, aqui vai um fato: ontem mesmo Trump foi avaliado por um médico como alguém completamente são. Estar apto a presidir os Estados Unidos, evidentemente, são outros quinhentos.