Trump abandonará diretriz de Obama sobre diversidade nas universidades

Novo plano irá acabar com políticas existentes, abandonando diretrizes que pediam para Instituições considerarem raça como maneira de promover diversidade

Washington – O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja encorajar faculdades a ignorarem raça em seus processos de admissão, abandonando diretrizes que pediam para universidades considerarem raça como uma maneira de promover diversidade, relataram nesta terça-feira (03) o The Wall Street Journal e o New York Times.

As diretrizes, colocadas em vigor sob o presidente Barack Obama em 2011 e 2016, apresentavam recomendações legais que autoridades do governo Trump afirmam “enganar universidades a acreditarem que formas legais de ações afirmativas são mais simples de alcançar do que a lei permite”, relatou o Journal, citando duas pessoas familiarizadas com os planos.

As autoridades planejam argumentar que as diretrizes vão além do que a Suprema Corte decidiu sobre a questão, de acordo com o Journal, que relatou em primeira mão o plano.

O New York Times, citando autoridades não identificadas do governo Trump, disse que o novo plano irá acabar com as políticas existentes e encorajar universidades a não considerarem raça.

A política representa o ponto de vista oficial do governo federal e faculdades que não seguirem a medida podem enfrentar ação do Departamento de Justiça ou perderem financiamentos federais, relatou.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que universidades podem usar ação afirmativa para ajudar candidatos de minorias a entrarem na faculdade. Conservadores disseram que tais programas podem prejudicar pessoas brancas e asiáticos-americanos.

O Departamento de Justiça sob o presidente republicano Donald Trump tem investigando uma reclamação de mais de 60 organizações asiáticas-americanas de que as políticas da Universidade Harvard são discriminatórias porque limitam a admissão desse grupo.

O departamento se juntou ao movimento Estudantes por Admissões Justas, que está por trás do caso, e pediu a revelação de evidências “poderosas” mostrando que Harvard, sediada em Massachusetts, está violando o Título VI do Ato de Direitos Civis de 1964. O Título VI proíbe discriminação com base em raça, cor e origem nacional em programas e atividades que recebem auxílio financeiro federal.

Harvard diz que suas políticas de admissão cumprem as leis norte-americanas e que tem trabalhado para impulsionar auxílios financeiros para garantir diversidade econômica, assim como racial, em suas salas de aula. A Casa Branca e o Departamento de Justiça não se manifestaram sobre o tema.

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