Trump e o clima; explosão em Cabul…

O futuro do clima

O presidente americano, Donald Trump, disse que pode retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris nos próximos dias. Embora a tendência da resposta seja para a retirada, o mandatário ainda não anunciou sua posição — disse estar ouvindo “ambos os lados” e que vai divulgar a decisão “em breve”. Assinado por 197 países, o acordo foi formulado na Conferência do Clima de 2015, durante a gestão do ex-presidente Barack Obama. Líderes da União Europeia e da China vão se reunir nos próximos dois dias e deverão anunciar medidas para acelerar a redução de poluentes e fortalecer o acordo.

Musk: fiz o que pude

O fundador e presidente da montadora de carros elétricos Tesla, Elon Musk, vai abdicar de seu cargo no conselho industrial da equipe de Trump caso o presidente americano retire os Estados Unidos do Acordo de Paris. “Não sei que rumo Paris vai tomar, mas eu fiz tudo que pude”, escreveu o empresário em seu Twitter nesta quarta-feira. Musk foi criticado por aceitar o cargo no início deste ano, uma vez que a Tesla é o símbolo do modelo de negócios da energia renovável. A pressão anti-Trump já fez Travis Kalanick, do Uber, renunciar ao conselho do presidente.

Explosão em Cabul

Uma bomba escondida em um caminhão da rede de esgoto deixou pelo menos 90 mortos e 400 feridos na cidade de Cabul, capital do Afeganistão. O explosivo foi acionado às 8h30 (ainda madrugada no Brasil) em uma área onde ficam o palácio presidencial e várias embaixadas internacionais. A situação é agravada pelo fato de o atentado ter ocorrido em meio ao início do Ramadã, período sagrado para os muçulmanos. O ataque acontece um mês após os Estados Unidos lançarem, em abril, a chamada “mãe de todas as bombas” contra um reduto do Estado Islâmico em Cabul. Por enquanto, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.

Venezuela na OEA

A Venezuela surpreendeu ao se inscrever para participar da reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acontece na noite desta quarta-feira em Washington. O encontro reúne 20 diplomatas de países da região para discutir a recessão venezuelana e os protestos diários contra o governo do presidente Nicolás Maduro. A Venezuela já havia dito que deixaria a OEA, acusando a organização e os Estados Unidos de tentarem interferir no país. Enquanto a reunião acontece, mais protestos são convocados em Caracas, com novos confrontos entre a polícia e os manifestantes — quase 60 pessoas já morreram nas manifestações nos últimos dois meses.

Contra o terrorismo ou contra a oposição?

A ONG Anistia Internacional acusou a França de usar o estado de emergência no país para reprimir manifestações contra o governo. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a ONG afirma que as leis antiterrorismo estão sendo usadas para “restringir” o “direito de protestar pacificamente” — a reforma trabalhista é uma das principais pautas dos ativistas franceses. O estado de emergência na França vem sendo prorrogado sistematicamente nos últimos anos após diversos atentados e deveria expirar em junho, mas, após o atentado em Manchester, o presidente Emmanuel Macron vai pedir nova prorrogação.

May não vai ao debate

Às vésperas da eleição geral britânica, marcada para 8 de junho, a premiê Theresa May não compareceu ao debate da rede de televisão BBC nesta quarta-feira. O Partido Trabalhista, do principal adversário de May, Jeremy Corbyn, disse que a ausência da premiê “mostrou sua fraqueza”. Além de Corbyn, o debate contou com outros seis candidatos, líderes de partidos menores. O partido que obtiver maioria no Parlamento após as eleições terá a chance de indicar o primeiro-ministro e liderar as negociações do Brexit — saída da União Europeia.

Reino Unido: o menor do G7

Membro do grupo do G7, que reúne as sete maiores economias do mundo, o Reino Unido foi o país que menos cresceu no primeiro trimestre de 2017, ao lado da Itália. Os britânicos cresceram 0,2%, mesmo nível dos italianos. O Canadá divulgou seus resultados nesta quarta-feira, e o crescimento de 0,9% do país no período o coloca como a economia do G7 que mais avançou, seguido de Alemanha (0,6%), Japão (0,5%) e França (0,4%).

Mulher Maravilha banida

O governo do Líbano proibiu a exibição do filme Mulher Maravilha nos cinemas do país. O motivo: a atriz Gal Gadot, que interpreta a heroína, é uma ex-soldada de Israel. O Ministério do Interior libanês recomendou que qualquer produto relacionado aos israelenses seja banido. Os países estão em permanente estado de conflito após uma guerra sangrenta entre israelenses e o grupo terrorista Hezbollah no Líbano em 2006. Desde então, vigora um cessar-fogo monitorado pela Organização das Nações Unidas.