Trump divulga plano para importar medicamentos mais baratos

O objetivo é defendido tanto pelo presidente dos EUA quanto por seus rivais democratas na campanha eleitoral de 2020

O governo Trump revelou nesta quarta-feira (18) um plano para permitir a importação de medicamentos do Canadá e outros países a preços mais baixos, um objetivo defendido tanto pelo presidente dos EUA quanto por seus rivais democratas na campanha eleitoral de 2020.

“Nenhum presidente teve a vontade da FDA (Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos) de abrir as portas para importações seguras de medicamentos do Canadá”, afirmou o secretário de Saúde, Alex Azar, em coletiva de imprensa telefônica.

O Departamento de Saúde publicou nesta quarta-feira o guia e as regras propostas, que descrevem duas maneiras de formalizar o plano do presidente, apresentado pela primeira vez no final de julho.

Sob o primeiro caminho, os estados americanos podem propor programas de importação de medicamentos já autorizados no Canadá. A FDA deve aprovar os programas que permitirão a importação para esses estados específicos. Vermont e New Hampshire, que fazem fronteira com o vizinho do norte, já são candidatos.

No entanto, esses programas não podem incluir medicamentos biológicos – os elaborados com base em moléculas ou organismos vivos -, o que significa que medicamentos como insulina, cujo preço é muito alto nos Estados Unidos, estão excluídos.

Uma segunda via permitiria às empresas farmacêuticas nos Estados Unidos importar medicamentos vendidos no exterior.

Essa medida ilustra um absurdo do sistema de saúde americano, onde, devido aos intermediários (farmácias, ou empresas de seguro médico), os fabricantes não podem reduzir o preço que os pacientes pagam no balcão.

Portanto, as empresas podem importar suas versões estrangeiras, mas idênticas, de seus próprios medicamentos autorizados nos Estados Unidos, incluindo medicamentos biológicos. Estes seriam vendidos sob um código separado e a um preço reduzido.

A medida permitiria que as empresas farmacêuticas “levassem esse mesmo produto aos Estados Unidos para competir basicamente contra seu próprio produto, mas a um preço de tabela mais baixo”, destaca Azar.