Torcedores incendeiam sede do Beitar Jerusalém

A contratação de dois jogadores chechenos de confissão muçulmana desencadeou reações de ódio de uma parte dos seguidores do clube

Jerusalém – Torcedores incendiaram nesta sexta-feira a sede do Beitar Jerusalém após a contratação de dois jogadores chechenos de confissão muçulmana, o que desencadeou reações de ódio de uma parte dos seguidores do clube israelense de futebol, anunciou a polícia.

Este ato ocorre um dia após a decisão da justiça israelense de processar quatro torcedores do Beitar, acusados de terem entoado cânticos racistas contra os dois jogadores durante uma partida e em um treino.

“O escritório foi incendiado no início do dia e abrimos uma investigação”, declarou à AFP o porta-voz da polícia de Jerusalém, Shmulik Ben Ruby, que informou que nenhum suspeito foi identificado.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, classificou estes atos de vergonhosos. “Não podemos aceitar tais comportamentos racistas”, declarou em um comunicado.

“Os que fizeram isso não são torcedores, mas criminosos”, afirmou o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, também em um comunicado.

O Beitar Jerusalém havia anunciado no dia 26 de janeiro a contratação de dois jogadores da Chechênia, Zaur Sadaev e Dzhabrail Kadaev, procedentes do clube russo Terek Grozny.

Uma parte dos torcedores do Beitar Jerusalém, conhecida por seu comportamento racista, havia protestado contra a contratação decidida pelo proprietário do clube, Arcadi Gaydamak, de origem russa.