Tiroteio com militantes mata dois militares do Egito

Cinco militantes foram mortos e quatro foram detidos quando militares e policiais ocuparam um armazém de armas e bombas

Cairo – Dois oficiais do Exército egípcio foram mortos nesta quarta-feira em um tiroteio contra membros de um grupo militante islâmico do Sinai, segundo o Ministério do Interior.

O ministério disse que cinco militantes foram mortos e quatro foram detidos quando militares e policiais ocuparam um armazém de armas e bombas. Os militantes envolvidos supostamente pertencem ao grupo islâmico Ansar Bayt al-Maqdis, um dos mais ativos do país.

Fontes de segurança disseram que um tiroteio teve início quando os militares ocuparam o esconderijo dos militantes na província de Qalubiya, ao norte do Cairo. Um coronel e um general de brigada, ambos especialistas em desativação de explosivos, se envolveram na operação.

Militantes islâmicos do Sinai –península desértica vizinha a Israel– intensificaram seus ataques às forças de segurança desde que o Exército depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho. Cerca de 300 agentes já foram mortos.

O Ansar Bayt al-Maqdis já assumiu a autoria de diversos atentados importantes, inclusive a explosão de uma bomba em um ônibus turístico do Sinai, que matou dois sul-coreanos e um egípcio no mês passado, e uma tentativa de homicídio contra o ministro do Interior, no ano passado. O Ansar disse também que foi responsável por um ataque com míssil contra um helicóptero militar, que matou cinco soldados em janeiro.

Fontes de segurança disseram que os militantes atacados na quarta-feira estavam relacionados a um atentado que matou seis militares no sábado no Cairo.

A insurgência islâmica já se espalhou do Sinai para outras partes do mais populoso país árabe, incluindo o Cairo, e analistas acreditam que os ataques às forças de segurança irão aumentar nos próximos meses, devido à proximidade de uma eleição presidencial na qual o comandante do Exército, marechal Abdel Fattah al-Sisi, é o favorito.

Na década de 1990, o governo do então presidente Hosni Mubarak levou anos para erradicar uma insurgência islâmica.