Talibãs matam 20 policiais e sequestram 19 no Afeganistão

Os choques entre as tropas afegãs e os talibãs aconteceram ontem à noite no distrito de Ghormach

Cabul – Os talibãs mataram 20 policiais e sequestraram outros 19 durante confrontos pelo controle de um distrito no norte do Afeganistão que também deixaram 12 insurgentes mortos, informaram fontes oficiais à Agência Efe nesta terça-feira.

Os choques entre as tropas afegãs e os talibãs aconteceram ontem à noite no distrito de Ghormach, na província de Faryab, que permanece sob controle insurgente desde domingo, afirmou o presidente do parlamento provincial, Abdul Baqi Hashimi.

“Infelizmente, os talibãs mataram 20 policiais e há vários outros que estão encurralados”, disse Hashimi, ao ressaltar que 20 mil insurgentes participaram da operação.

Um porta-voz do exército, Reza Rezaee, detalhou que entre os 19 agentes sequestrados está o chefe policial do distrito e que militares foram enviados para apoiar as unidades que já estão no terreno.

Os talibãs afirmaram em comunicado que sequestraram 22 policiais e que o distrito ainda permanece sob seu controle.

O primeiro vice-presidente do Afeganistão, o general Abdul Rashid Dostum, anunciou que se deslocará à região para dirigir pessoalmente as tropas afegãs e prometeu “vingar” a morte dos policiais.

Dostum, em entrevista coletiva retransmitida por televisões afegãs, declarou que as tropas “alcançarão Ghormach em breve” e contarão com apoio aéreo dos Estados Unidos em suas operações.

Durante os últimos 14 anos de conflito no Afeganistão após a invasão americana, os insurgentes tiveram tradicionalmente maior influência nas províncias do sul e do leste do país, uma tendência que mudou nos últimos meses.

No final de setembro, os insurgentes tomaram a cidade de Kunduz, capital da província homônima, sua conquista militar mais importante desde a queda do regime talibã em 2001, embora a cidade tenha sido recuperada pelas tropas afegãs três dias depois.

Os Estados Unidos mantêm no país asiático uma missão de combate com 9.800 soldados que permanecerão até o final de 2016, e anunciou que 5.500 deles continuarão no Afeganistão depois de janeiro de 2017 para continuar treinando as forças afegãs e lutando contra os grupos insurgentes.