Suspeitos de matar assessor e ferir deputado são presos na Argentina

O assessor Marcelo Yadón e o deputado governista Héctor Olivares foram baleados próximo ao Congresso nesta quinta-feira

Buenos Aires – Um dos detidos nesta sexta-feira por atirar no deputado argentino Héctor Olivares e seu assessor Miguel Marcelo Yatón é o espanhol Miguel Fernández Navarro, de 55 anos, que dirigia o carro no qual um dos possíveis atiradores foi encontrado, informou a ministra de Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Navarro era o motorista do veículo no qual Juan Jesús Fernández, um dos dois autores do crime, foi detido na província de Entre Ríos, na fronteira com o Uruguai.

Nesta sexta-feira também foram detidos Stefanía Fernández, filha do atirador preso – conhecido como “Gitano”-, quando chegava em Buenos Aires, onde era esperada por uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Federal.

A casa estava vigiada depois que a Polícia fez uma inspeção ontem e encontrou a roupa que Fernández usava no momento da ação. No casaco havia restos de pólvora.

A estas detenções se somam as de Rafael Cano Carmona, cunhado de “Gitano”, e a do sobrinho Luis Cano. Carmona foi detido ontem, depois que os agentes encontraram no veículo uma cédula azul – permissão que o dono emite para que o carro possa ser conduzido por terceiros – em seu nome.

Luis Cano foi detido hoje em uma operação que também apreendeu um revólver calibre 38. Ele também forneceu dados sobre um novo suspeito, José Juan, de 25 anos.

A Polícia continua investigando e colhendo informações para fechar o cerco ao segundo atirador, que tem o paradeiro desconhecido, mas já foi identificado, segundo a ministra.

“Estamos procurando o atirador. Não vamos dizer o nome, mas já sabemos quem é”, afirmou Patricia, em declarações à rede de TV “América 24”.

Ela afirmou que a ação, na qual o deputado ficou gravemente ferido e o assessor morreu, tem motivos pessoais.

“Quando conseguimos prender o último, o caso será esclarecido e daremos certeza à população. Quero confirmar que não é política, mas da ordem pessoal”, concluiu Patricia.