Suposto ataque químico mata mais de mil na Síria; veja fotos

A oposição ao regime do ditador Assad afirma que mais de 1.300 pessoas morreram em ataque com armas químicas contra civis na região de Damasco. Veja as imagens

São Paulo – A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), grupo ativista que faz oposição ao regime do ditador Bashar al-Assad, denunciou suposto ataque que teria ocorrido nesta quarta-feira nas regiões periféricas da capital Damasco. Segundo a entidade, mais de 1.300 pessoas teriam sido mortas depois de ataques com armas químicas.

O uso e a posse de armas químicas pelo governo de Assad são alvo de especulações, já que o arsenal do governo é considerado por muitos como um dos maiores do Oriente Médio, mas há poucas informações públicas a respeito. Em julho de 2012, o ditador reconheceu ter posse desse tipo de arsenal.

Desde 2011, quando a população do Oriente Médio e norte da África se rebelou contra governos ditatoriais, em um movimento conhecido como Primavera Árabe, a Síria vive uma situação de guerra civil. Segundo ativistas, mais de 100 mil pessoas já morreram desde o início dos confrontos. Os rebeldes querem destituir Assad, no poder há dez anos depois da morte de seu pai, que governou o país por trinta anos.

Para conter a revolta, o governo, que já possuía largo aparelho repressor para controlar o país com altos índices de pobreza, usou o exército contra as cidades em rebelião. Há dois anos, crimes de guerra e crimes contra a humanidade são denunciados na Síria.

Hoje, a oposição afirma que há indícios de que o ditador tenha usado armas químicas contra civis em redutos pobres da região de Damasco. O evento aconteceu no momento em que um grupo de especialistas em armas químicas da Organização das Nações Unidas (ONU) fiscalizava o país. O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS da ONU) vai se reunir ainda nesta quarta-feira para debater o caso sírio.