Superávit em conta corrente do Japão desaba após terremoto

Subida de importações sobre exportações deve contrair o crescimento japonês

Tóquio – O superávit em conta corrente do Japão desabou em março em relação ao ano anterior, com as exportações caindo e as importações subindo após o devastador terremoto e o subsequente tsunami.

O saldo positivo pode encolher ainda mais, pois a escassez de energia dificulta que as exportadoras restaurem a produção aos níveis vistos antes do desastre.

O superávit em conta corrente japonês caiu 34,3 por cento em março ante o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério das Finanças. Economistas consultados pela Reuters previam uma queda anual de 31,3 por cento.

O superávit totalizou 1,679 trilhão de ienes (20,7 bilhões de dólares), menos que a quantia prevista de 1,754 trilhão de ienes. As exportações caíram 1,4 por cento e as importações saltaram 16,6 por cento sobre o ano anterior.

No período entre 1o e 20 de abril, as exportações diminuíram 12,7 por cento sobre o ano passado –a maior queda desde outubro de 2009, quando a economia sofria com a crise financeira global– resultando em um déficit comercial de 786,8 bilhões de ienes, segundo outros dados do ministério.

O total de crédito concedido por bancos japoneses caiu 0,9 por cento em abril em relação ano passado, informou o Banco do Japão.

O Japão enfrenta a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial após um terremoto de 9 graus de magnitude e um tsunami de mais de 10 metros de altura, que destruíram a costa nordeste do país há dois meses, deixando ao menos 25 mil mortos ou desaparecidos e gerando vazamentos de radiação na usina nuclear de Fukushima Daiichi.