Sri Lanka: Estado Islâmico reivindica ataque que matou 359 pessoas

Ataque no Sri Lanka aconteceu no domingo de Páscoa, 21 de abril. Série de explosões atingiu hotéis de luxo e igrejas

São Paulo – O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque no Sri Lanka contra hotéis de luxo e igrejas que aconteceu no último domingo, 21 de abril, quando o mundo celebrou a Páscoa. A série de explosões na capital Colombo matou ao menos 359 pessoas e feriu mais de 500, a maioria delas turistas.

A informação foi publicada pela consultoria Site Intel Group, que monitora atividades terroristas mundo afora. Até o momento, no entanto, a informação ainda não foi confirmada por fontes oficiais envolvidas nas investigações.

Em sua nota, o EI trouxe detalhes do que seria a operação e deu nome aos sete terroristas que estariam por trás das explosões suicidas. Alegou que a onda de explosões teria deixado mais de mil mortos.

Segundo Rita Katz, fundadora do grupo, três desses nomes são “consistentes” com imagens que circularam por comunidades relacionadas ao EI na internet. Na sua visão, essas informações mostram que os extremistas do grupo podem, sim, ter tido algum papel no ataque do último domingo.

Estado Islâmico diz ser responsável por ataque no Sri Lanka

Na manhã desta terça-feira, notícias atribuídas à Amaq, que ficou conhecida como uma espécie de “agência de notícias” do grupo, alegava os autores do ataque no Sri Lanka seriam ligados ao Estado Islâmico.

O objetivo da ação de domingo, dizia o comunicado, teria sido o de atingir cidadãos de países que fazem parte da coalizão internacional que hoje tenta derrotar com o grupo na Síria, bem como a comunidade cristã do país.

Rita Katz, repercutiu a informação da Amaq, até então vendo o envolvimento do EI com ceticismo. Segundo ela, as explosões poderiam não ter sido ativamente coordenadas pelo grupo, mas sim inspiradas em atentados já realizados por seus militantes em outras partes do mundo. Lembrou, ainda, que o Sri Lanka não é parte da coalizão citada e que o uso do termo “cristãos” não é comum nesses comunicados.