Sobreviventes do naufrágio terão indenização de €14 mil euros

Empresa responsável pelo navio que afundou na Itália quer ampliar o prazo para os passageiros aceitarem o acordo para a indenização

A companhia de navegação Costa Crociere, proprietária do transatlântico Costa Concordia que naufragou em janeiro na Itália, decidiu prorrogar para até 31 de março o prazo para que os passageiros aceitem o acordo de indenização que prevê o pagamento de cerca de 14.000 euros (18.400 dólares) a cada pessoa.

“Queremos oferecer um prazo maior para que examinem a proposta com serenidade”, informou a companhia em um comunicado.

No final de janeiro um grupo formado por associações de consumidores italianos decidiu com a companhia a soma de cerca de 11.000 euros (14.400 dólares) por passageiro como ressarcimento, mais os gastos.

“É um acordo que afeta cerca de 3.000 passageiros de 60 países, entre eles 900 italianos”, indicou Adoc, uma das associações que fazem parte do Comitê de Náufragos do Costa Condordia.

É necessário somar aos 11.000 euros o reembolso de cerca de 3.000 euros por pessoa (4.000 dólares) para cobrir os gastos que os passageiros terão após o incidente, como transporte e medicamentos.

A negociação por danos físicos ou morte será realizada separadamente.

Na França, um tribunal decidiu na segunda-feira prolongar por três meses o prazo para o pagamento das indenizações por parte da Costa Crociere e nos Estados Unidos, 39 passageiros denunciaram em Miami a companhia americana Carnival, proprietária da Costa Crociere, exigindo 520 milhões de dólares, indicou um dos advogados das vítimas.

O Costa Concordia naufragou frente à ilha italiana de Giglio na noite de 13 de janeiro com 4.229 pessoas a bordo, causando a morte de 17 pessoas. Outras 15 ficaram desaparecidas.