Sobe para 17 o número de mortos após naufrágio de Lampedusa

Um barcaça na qual viajavam cerca de 400 imigrantes naufragou

Roma – Subiu para 17 o número de imigrantes mortos após o naufrágio ontem de uma barcaça na qual viajavam cerca de 400 pessoas, das quais dezenas desapareceram, quando estavam a 100 milhas da ilha de Lampedusa, na Itália, informou nesta terça-feira a Marinha do país europeu.

Os meios marítimos utilizados na operação ‘Mare Nostrum’, ativado pelo governo italiano para patrulhar o Mar Mediterrâneo, resgataram até agora 206 imigrantes, enquanto 17 corpos foram recuperados durante o dia de ontem.

Os trabalhos de busca continuarão hoje, já que segundo os sobreviventes, cerca de 400 imigrantes ilegais estavam a bordo da embarcação, que virou a cerca de 50 milhas do litoral da Líbia.

Os 17 corpos e os 206 imigrantes resgatados estão a bordo da fragata ‘Grecale’ com destino ao porto de Catânia, na ilha da Sicília.

Este naufrágio acontece depois que ontem foram encontrados os corpos de pelo menos 40 imigrantes em frente ao litoral da cidade de Al Garbuli, situada a 50 quilômetros ao leste de Trípoli, na Líbia.

As operações de salvamento de hoje fazem parte da operação ‘Mare Nostrum’, iniciada no dia 14 de outubro do ano passado, após a tragédia de Lampedusa, no dia 3 de outubro de 2013, quando 366 imigrantes ilegais morreram após um naufrágio.

A nova tragédia no Canal da Sicília, que ocorreu ainda em águas territoriais da Líbia, voltou a provocar a indignação das autoridades italianas, que pedem um maior envolvimento da União Europeia nessa emergência imigratória.

‘Foram muitas mortes perto da Líbia e nossos navios foram até lá para recuperar os mortos e socorrer os vivos. A União Europeia não nos oferece ajuda. Ela deve acolher os sobreviventes’, disse o ministro do Interior, Angelino Alfano.

Por outro lado, a associação que reúne todos os municípios italianos manterá hoje uma reunião na qual o tema principal será a busca por soluções para oferecer assistência a dezenas de milhares de imigrantes ilegais. EFE