Sob críticas, Maduro assume hoje novo mandato presidencial na Venezuela

Comunidade internacional questiona legitimidade e apenas cinco chefes de Estado comparecerão à posse. Presidente do PT, Gleisi Hoffmann, confirmou presença

Sob críticas e suspeitas internacionais, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, toma posse hoje (10) do seu segundo mandato que irá até 2025. Ele conta com o respaldo das Forças Armadas e da Suprema Corte. Porém, sofre resistência interna da Assembleia Nacional que é comandada pela oposição.

O Brasil, que integra o Grupo de Lima (formado por Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lucia e México), considera a reeleição de Maduro ilegítima.

Para o grupo, com exceção do México, o poder deveria ser transmitido para o Parlamento venezuelano que, por sua vez, promoveria novas eleições.  Maduro foi reeleito com 68% dos votos e a maior abstenção em presidenciais (52%) na história venezuelana

A crise na Venezuela se agravou nos últimos anos, provocando uma forte imigração, fome e desemprego na região. Para o público interno, Maduro afirmou que apresentará um conjunto de ações econômicas para frear a hiperinflação que atinge o país.

“Vou apresentar o Plano da Pátria diante da Assembleia Nacional Constituinte para o próximo período de seis anos. Vou fazer uma avaliação e apresentar um conjunto de medidas”, afirmou Maduro, acrescentando que sua meta é a estabilidade econômica para o período de 2019-2025.

Chefes de Estado de cinco países decidiram comparecer à posse de Maduro como presidente da Venezuela, que acontecerá a partir das 12h (horário de Brasília). 

Estarão presentes os líderes da Bolívia, Evo Morales; Nicarágua, Daniel Ortega; Cuba, Miguel Díaz-Canel; El Salvador, Salvador Sánchez Cerén; e Ossétia do Sul (país não reconhecido pelas Nações Unidas), Anatoly Bibilov. 

A deputada federal eleita e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, confirmou sua presença na posse, enquanto países como o Uruguai e México designaram seus encarregados de negócios em Caracas como representantes oficiais para este evento.

Esta semana o Peru informou que proibirá a entrada do presidente da Venezuela e integrantes do governo, assim como suas famílias, no território peruano.