Snap sobe 44%; Sessions ameaçado…

O primeiro dia da Snap

A Snap, companhia que detém o aplicativo de fotos e vídeos Snapchat, sacramentou um bem-sucedido IPO no pregão desta quinta-feira. As ações da empresa fecharam o primeiro dia de negociação em Nova York com alta de 44%, fechando em 24,48 dólares — após começarem o dia valendo 17. Durante o pregão, a companhia chegou a ter altas de 52% nas ações. A alta de hoje elevou o valor de mercado da Snap para mais de 33 bilhões de dólares. Na quarta-feira, o IPO da empresa arrecadou 3,4 bilhões de dólares, levando a Snap a um valor de mercado inicial de 23,8 bilhões de dólares. É o maior IPO de tecnologia desde que a varejista Alibaba abriu o capital em 2014.

Sessions vai cair?

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, se defendeu das acusações de ter descumprido a lei ao não revelar ao Senado que se encontrou duas vezes com o embaixador russo no país. Os encontros ocorreram durante a campanha do presidente Donald Trump, mas Sessions, diz que foi às reuniões cumprindo sua função de senador e que não fez nada de errado ao omitir essa informação. A situação é agravada pelo fato de ele ser justamente o responsável pelas investigações sobre uma possível interferência russa nas eleições. Trump disse ter confiança “total” em Sessions. Há três semanas, outro membro do gabinete de Trump caiu pelo mesmo motivo: o assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, deixou o cargo por também ter se reunido com o embaixador russo.

EUA: desemprego em baixa

O Departamento de Trabalho americano informou nesta quinta-feira que o número de pedidos de seguro-desemprego atingiu sua menor taxa em 44 anos. Já são 104 semanas seguidas sem que o total de pedidos passe de 300.000. A taxa de desemprego nos Estados Unidos se encontra em 4,8%, o que o mercado considera próximo de “emprego pleno”. A saúde do mercado de trabalho é um incentivo que poderá levar o Fed, banco central do país, a confirmar um aumento da taxa de juro em março — atualmente, o juro está entre 0,5% e 0,75%.

 

Le Pen sem imunidade

Parlamentares da União Europeia acataram um pedido da Justiça francesa e retiraram a imunidade parlamentar da candidata ultraconservadora à Presidência da França, Marine Le Pen. O motivo são posts no Twitter em 2015 mostrando execuções feitas pelo Estado Islâmico. A “publicação de imagens violentas” pode levar a até três anos de prisão. Até então, a imunidade impedia Le Pen de ser formalmente processada pelo caso. Em outra investigação, a candidata também é acusada de ter usado dinheiro da União Europeia para pagar membros da equipe de seu partido, a Frente Nacional.

 

Na cadeia aos 9 anos?

Se no Brasil a discussão foi sobre reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, nas Filipinas, o presidente Rodrigo Duterte quer que crianças de 9 anos passem a ser responsabilizadas por seus crimes. Uma lei enviada por Duterte ao Congresso propõe ainda a volta da pena de morte para crimes relacionados a drogas — a punição foi extinta do país há 11 anos. A Câmara aprovou a medida e, em seguida, espera-se que o texto passe facilmente no Senado. Duterte é conhecido por sua política de guerra às drogas, mas opositores do presidente classificam a lei como “desumana”.

 

Mubarak inocentado

Um tribunal do Egito absolveu o ex-ditador Hosni Mubarak das acusações pela morte de 239 manifestantes durante protestos contra seu governo em 2011. Mubarak, de 88 anos, havia sido condenado à prisão perpétua em 2012. O tribunal também rejeitou a abertura de processos por vítimas civis, o que impede novos julgamentos no futuro. Na época, as manifestações levaram à queda do regime de Mubarak, que já durava 30 anos — o movimento fez parte da chamada Primavera Árabe, onda de protestos que derrubaram uma série de ditadores na região.

 

Yahoo encrencado de novo

A empresa de serviços de internet Yahoo confirmou que 32 milhões de contas foram invadidas nos últimos dois anos. Não é a primeira vez: no ano passado, a empresa informou que 500 milhões de usuários tiveram seus dados vazados em 2014 e 1 bilhão em 2013. A revelação dos problemas de segurança fez com que o Yahoo aceitasse dar um desconto de 350 milhões de dólares em sua venda à companhia de telecomunicações Verizon, que vai pagar 4,48 bilhões pela aquisição. A presidente do Yahoo, Marissa Mayer — que já estava à frente da empresa quando os vazamentos ocorreram —, anunciou que vai dividir seu bônus anual entre os funcionários, numa espécie de pedido de desculpas pelo caso.