Slim e grupo italiano serão principais acionistas do NYT

Fontes assinalaram que ambos possuirão 19% do capital do "The New York Times", 17% de Slim e 2% do Proto

Cidade do México – O magnata mexicano Carlos Slim e o grupo italiano Proto se transformarão nos principais acionistas do jornal americano “The New York Times“, informaram nesta terça-feira à Agencia Efe fontes da Proto Organization.

“Este acordo de participação conjunta em 19% do capital do “NYT” foi fechado ontem em Nova York diretamente por Carlos Slim e Alejandro Proto (presidente do grupo), e a operação se concretizará na próxima semana”, explicaram as fontes.

As mesmas fontes se recusaram a mencionar o montante desta operação, mas assinalaram que ambos possuirão 19% do capital, 17% de Slim e 2% do Proto.

Ressaltaram que com esta operação se transformam nos principais acionistas da empresa, mas esclareceram que a linha editorial permanecerá nas mãos dos acionistas originais, a família Ochs-Sulzberger.

Fontes da empresa Telmex, propriedade de Slim, consultadas pela Efe não confirmaram a informação.

Em comunicado, o Proto informou que a venda do “The Washington Post” ao fundador da Amazon, Jeff Bezos, confirma a tendência de que os grupos tradicionais por si sós não podem continuar na operação dos grandes meios, mas “necessitam um suporte sólido para superar a transição”.

“Por esta razão, a Proto Organization e seu presidente, Alessandro Proto, amigo de Carlos Slim, decidiram apoiar a compra da maioria acionária do “The New York Times””, acrescentou.

O Proto é acionista do Prisa na Espanha, do British Sky Broadcasting Group (BSkyB) no Reino Unido e do grupo Rizzoli-Corriere della Sera na Itália.

Recentemente, os meios internacionais tinham informado sobre os planos de Slim de elevar sua participação no “NYT” exercendo uma opção que recebeu como garantia por um empréstimo ao jornal.

Destacaram que atualmente Slim era proprietário de 8% das ações, as quais se elevariam a 17 uma vez que fossem executadas as garantias.

Slim emprestou ao “NYT” US$ 250 milhões durante a crise econômica em 2009, depois das dificuldades financeiras pela queda em suas receitas de publicidade.