Sindicatos turcos convocam greve nacional para esta segunda

De acordo com uma das organizações envolvidas nessa convocação, o protesto em questão se dirige 'contra as agressões do AKP

Istambul – Dois dos maiores sindicatos turcos e três colégios profissionais anunciaram neste domingo a convocação de uma greve nacional para amanhã, em protesto contra a violenta expulsão de milhares de manifestantes do parque Gezi, próximo à Praça Taksin de Istambul, Turquia.

Além da jornada de greve, a Confederação de Sindicatos Operários Revolucionários (DISK) e a Confederação de Sindicatos de Trabalhadores Públicos (KESK), assim como os colégios profissionais de médicos, engenheiros e arquitetos, anunciaram novas manifestações nas principais cidades do país.

De acordo com uma das organizações envolvidas nessa convocação, o protesto em questão se dirige ‘contra as agressões do AKP’, o governamental Partido da Justiça e do Desenvolvimento (islâmico moderado), no poder desde 2002.

Esta é a segunda vez que estes dois sindicatos convocam uma greve – a primeira, de 36 horas, foi iniciada no último dia 4 de junho – em solidariedade com a onda de protestos que abala a Turquia há quase três semanas, a qual deixou quatro mortos e mais de 5 mil feridos.

‘Nossos membros sairão às praças centrais das cidades nesta segunda-feira (17 de junho) para mostrar sua rejeição aos ataques (policiais). Vamos parar todas as atividades com exceção dos serviços de urgência’, anunciava o comunicado conjunto, assinado pelas cinco organizações mencionadas, ao mesmo tempo em que reivindica ‘uma Turquia livre, igualitária e democrática’.

O secretário-geral do KESK, Ismail Hakki Tombul, explicou ao jornal ‘Hürriyet Daily News’ que os filiados de seu sindicato vão ao trabalho pela manhã para ler um comunicado e depois sairão à rua para protestar.

Embora o comunicado não utilize a expressão ‘greve geral’, a manifestação deverá ter uma ampla repercussão, tendo em vista que um membro do KESK estimou que ‘centenas de milhares’ de pessoas deverão sair às ruas para se manifestar amanhã, informou o jornal citado. EFE