Senadores têm projeto para proibir armas de assalto nos EUA

Os democratas responderam ao apelo do presidente Barack Obama para evitar novos tiroteios, mas a probabilidade de que se aprove o projeto é escassa

Washington – Seis semanas depois do massacre de 20 estudantes em uma escola de Newton (nordeste), representantes do Senado americano apresentaram esta quinta-feira um projeto de lei para proibir as armas de assalto, como a utilizada pelo autor da matança.

O texto, apresentado pela democrata Dianne Feinstein, é uma versão melhorada da lei que proibiu, entre 1994 e 2004, a fabricação, a venda e a importação de armas de fogo semiautomáticas, fuzis ou pistolas de tipo militar, capazes de disparar dezenas de tiros em poucos segundos.

Os democratas responderam ao apelo do presidente Barack Obama para evitar novos tiroteios, mas a probabilidade de que se aprove é escassa, devido à oposição de muitos legisladores republicanos.

“É certo, vai ser difícil”, admitiu Feinstein em uma entrevista coletiva onde foram expostos dez exemplares de armas automáticas.

Entre os modelos que a lei proibiria estão o fuzil Bushmaster XM-15, usando em dezembro na escola de Newton, os carregadores de 33 balas usados no massacre de Tucson (Arizona, sudoeste) em janeiro de 2011, e o rifle Smith & Wesson M&P15, usado pelo atirador no cinema de Aurora (Colorado, oeste), em julho de 2012.


O texto permite aos proprietários atuais manter suas armas de assalto e proíbe a venda, a transferência e a importação de novas armas.

Feinstein insistiu em que a lei não pretende restringir “o direito dos cidadãos a possuir uma arma legalmente”, senão “diminuir progressivamente a oferta deste tipo de armas”.

Tentando convencer os republicanos e alguns democratas conservadores de votar o projeto de lei, seus autores excluíram da proibição uns 2.258 tipos de rifles usados para caça ou tiro esportivo.

Para que a lei seja aprovada no Senado, onde os democratas são maioria, com 55 cadeiras de 100, é necessária uma maioria especial de 60 votos a favor. O chefe da maioria republicana na Câmara de Representantes, John Boehner, por sua vez, prometeu que o texto será estudado, sem dar maiores detalhes.