Senado dos EUA discutirá sobre substituto do Obamacare

A derrota da proposta no Senado significaria o fim da empreitada de Trump de trocar a legislação de saúde, que já veio de um processo manco

Começa nesta terça-feira, nos Estados Unidos, o debate sobre o projeto de lei que pretende repelir e substituir o sistema de saúde conhecido como Obamacare.

Por enquanto, os Republicanos estão muito abaixo do nível necessário para aprovar a proposta — muito embora tenham 52 senadores do total de 100 do plenário.

A derrota da proposta no Senado significaria o fim da empreitada de Trump de trocar a legislação de saúde, que já veio de um processo manco e cheio de questionamentos na Câmara dos Representantes, onde os Republicanos têm uma maioria ainda mais expressiva.

Desde o domingo, líderes do partido e o próprio presidente Trump estão tentando construir uma coalizão entre as diferentes alas republicanas para aprovar a lei.

Mas os membros mais moderados parecem longe de qualquer convencimento e o partido conta com cinco dissidências, quando só poderia ter duas sobre, já que os democratas estão todos unidos contra o projeto.

“A lei seria ótima se Democratas e Republicanos pudessem trabalhar juntos, abraçar o projeto de maneira que todos ficassem feliz. É muito fácil. Mas não iremos ganhar um único voto democrata”, disse Trump em entrevista à rede de TV Fox News no domingo, enquanto acusava a oposição de obstruir seus planos.

Mas a verdadeira bomba sobre o projeto de Trump caiu no final da tarde de segunda-feira. Um documento divulgado pela Comissão de Orçamento do Congresso (CBO) prevê que as partes da lei proposta pelo Senado fariam 22 milhões de americanos perder o acesso a um plano de saúde em 10 anos — apenas 1 milhão a menos do que a versão aprovada na Câmara.

Apesar disso, o texto deve economizar aos cofres federais 321 bilhões de dólares até 2026, bem mais austero do que os 119 bilhões da lei da Câmara.

Os cortes no orçamento são essenciais para que Trump consiga aprovar outras partes de seu plano de governo, como o investimento de 1 trilhão de dólares em infraestrutura, a construção do muro na fronteira com o México e maiores investimentos em defesa e patrulha de fronteira.

Diante dos dados apontados pela CBO, até senadores que já estavam fechados com o governo estão balançados, com medo de que percam apoio em seus distritos — muitos deles foram criticados por apoiar a legislação e vários membros da Câmara foram vaiadas em seus respectivos distritos. As discussões sobre a nova lei estão programadas para ocorrer durante toda a semana. 

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