Santos e a Odebrecht; Fillon se defende…

Odebrecht: propina colombiana

A procuradoria-geral da Colômbia pediu, nesta quarta-feira, que a Justiça investigue se o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recebeu até 1 milhão de dólares da construtora Odebrecht em sua campanha para a Presidência em 2014. A empresa pagou 4,6 bilhões de dólares ao ex-senador Otto Bula Bula, e a procuradoria quer investigar se parte desse dinheiro foi desviado para a campanha de Santos. Procuradores dos Estados Unidos acusam a Odebrecht de ter pago centenas de milhões de dólares em propina para financiar projetos políticos em 12 países.

Peru: ex-presidente preso?

No Peru, um promotor pediu 18 meses de prisão para o ex-presidente Alejandro Toledo, acusado de ter recebido 20 milhões de dólares da Odebrecht em troca da concessão de trechos de uma rodovia que une Peru e Brasil. Toledo governou o país de 2001 a 2006. O pedido de prisão será analisado pela Justiça.

Corte duvidosa?

Um dia depois de ter seu veto a imigrantes de sete países muçulmanos analisado por juízes de uma Corte de Apelações, o presidente americano Donald Trump disse que “não quer jamais chamar uma corte de preconceituosa”, mas afirmou que elas podem ser “muito políticas”. Até o fim da semana, a Corte decide se mantêm ou não uma decisão de um juiz de Seattle que derrubou o veto a árabes na sexta-feira 3. Os juízes devem tomar uma decisão até o fim desta semana, mas é provável que a parte derrotada recorra e que o tema seja levado à Suprema Corte. Mas Trump teve uma boa notícia nesta quarta-feira: a empresa de tecnologia Intel anunciou que vai investir 7 bilhões de dólares em uma fábrica no Arizona, após o presidente da empresa, Brian Krzanich, se reunir com Trump à tarde. A estimativa é que sejam criados 10.000 empregos.

 

Warren silenciada

Na sessão para votar a confirmação do senador Jeff Sessions, nomeado por Trump para procurador-geral dos Estados Unidos, uma senadora democrata foi impedida de prosseguir seu discurso contra a nomeação. Depois de começar a ler um discurso de Coretta Scott King, viúva de Martin Luther King, a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, foi proibida de falar pelo resto da sessão pelo presidente do Senado, o republicano Mitch McConnell, com base numa regra que impede dois senadores de se contestarem. Democratas alegam que Warren não ofendeu ninguém e que a regra foi usado com fins políticos.

Fillon se defende

Em coluna publicada em um jornal francês, o candidato conservador à Presidência francesa, François Fillon, defendeu-se das acusações de que teria usado verbas de seu gabinete para pagar serviços prestados pela mulher e pelos filhos — sem que eles tenham de fato trabalhado. O candidato afirmou que “nada vai desviá-lo” do objetivo de “recuperar a França”. Outrora favorito, Fillon agora não chegaria nem mesmo ao segundo turno: uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo instituto Elabe mostra o candidato com apenas 18% das intenções de voto, ante 26% da ultradireitista Marine Le Pen e 22% do centrista Emmanuel Macron.

Rússia: opositor preso 

Um dos líderes da oposição russa, Alexei Navalny, foi condenado a cinco anos de prisão por desviar 400.000 euros de uma empresa pública em 2009. Possível candidato à Presidência em 2018 e conhecido por denunciar esquemas de corrupção no governo, Navalny afirmou que a prisão é uma forma de o governo do atual presidente, Vladimir Putin, dizer que suas opiniões “são perigosos demais” e, assim, impedi-lo de concorrer. Mas o opositor lembrou que mesmo cidadãos presos têm permissão para concorrer a cargos públicos. Putin ainda não confirmou se vai concorrer em 2018.

Coalizão contra o ISIS

Numa importante vitória contra o grupo terrorista Estado Islâmico, rebeldes sírios e o Exército turco tomaram o controle da cidade de al-Bab, importante reduto do Isis no norte da Síria. Também nesta quarta-feira o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente americano, Donald Trump, conversaram por telefone e anunciaram que vão agir de forma conjunta contra o Isis. Investidas da coalizão EUA-Turquia não foram comuns no governo do ex-presidente Barack Obama, por causa de desavenças entre o democrata e Erdogan.

Netflix no mundo real

O serviço de streaming Netflix quer aumentar seus lucros lançando brinquedos, livros e outros produtos baseados nos programas que exibe. A empresa anunciou em seu site uma vaga para contratar um executivo que possa gerenciar a entrada nesse mercado e diz que quer “mercadorias licenciadas para ajudar a promover nossos títulos”. Um levantamento da consultoria Economatica mostra que o valor da companhia teve alta de 70% na Nasdaq e aumentou 25 bilhões de dólares em 12 meses, chegando a 60,67 bilhões. A empresa encerrou o ano com mais de 90 milhões de usuários.