Rússia mantém guerra híbrida contra Ucrânia, diz Eurocâmara

Plenário do parlamento Europeu acusou a Rússia de manter uma guerra híbrida e não declarada contra a Ucrânia

Estrasburgo – O plenário do parlamento Europeu (PE) acusou nesta quinta-feira a Rússia de manter uma guerra “híbrida” e “não declarada” contra a Ucrânia “fazendo uso de forças regulares russas e emprestando apoio a grupos armados de forma ilegal”.

Em uma resolução comum dos grandes grupos parlamentares, os eurodeputados sublinharam que estas ações dos dirigentes russos constituem uma ameaça não só para a unidade e independência da Ucrânia, mas também para todo o continente europeu.

Por isso, exigiram de Moscou a retirada “imediata” de todos seus meios e forças militares da Ucrânia, que proíbam o fluxo de combatentes e armas rumo ao leste da Ucrânia, e que ponha fim à ajuda, “direta ou indireta”, às forças separatistas em território ucraniano.

A resolução reivindica a todas as partes que respeitem o cessar-fogo e que se abstenham de qualquer ação ou medida que pode pôr em perigo o acordo.

O documento manifesta igualmente a “profunda preocupação” da Eurocâmara para que “o cessar-fogo seja um pretexto para que as tropas russas se reagrupem para continuar sua ofensiva rumo ao estabelecimento de um corredor até Crimeia e Transnístria”.

Com relação às sanções contra indivíduos e empresas próximas ao Kremlin adotadas pela UE contra a Rússia, os eurodeputados não só mostraram seu apoio, mas pediram que seja controlado seu cumprimento, sejam estendidas em caso contrário e não seja colocado seu levantamento se não houver as condições para isso.

Entre essas circunstâncias que permitiriam o levantamento, os eurodeputados assinalam a retirada completa das tropas e dos mercenários russos do território da Ucrânia, a cessação de provisão de armas e equipamento aos terroristas, o pleno respeito do cessar-fogo por parte da Rússia, e o restabelecimento do controle da Ucrânia sobre a totalidade de seu território, entre outras.

Por outro lado, reivindica que a Comissão Europeia supervisione o impacto das chamadas “contra sanções”, como o veto aos produtos agrícolas comunitários.

Os eurodeputados reivindicaram que a CE siga de perto os mercados agrícola, alimentício e pesqueiro e que examine a possibilidade de aumentar a dotação de 125 milhões de euros para os afetados.