Rússia criará corredores humanitários ao redor de Aleppo

A operação tem como foco os civis tomados como reféns pelos terroristas e os combatentes que queiram depor as armas

O ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, anunciou nesta quinta-feira o lançamento de uma “operação humanitária de grande amplitude” em Aleppo, no norte da Síria, com a criação de corredores humanitários para os civis e os combatentes dispostos a entregar as armas.

Levando-se em conta a “situação humanitária difícil” na cidade sitiada desde 7 de julho, onde nestes últimos dias ocorreram intensos combates, Shoigu, citado pelas agências russas, disse que serão criados com as forças governamentais três corredores humanitários para “os civis tomados como reféns pelos terroristas, assim como para os combatentes que queiram depor as armas”.

Um quarto corredor será aberto no norte, na estrada de Castello, para permitir “a passagem com toda a segurança dos combatentes armados”, acrescentou, ressaltando que se tratava de “garantir a segurança dos habitantes de Aleppo”.

A operação começará no dia 28 de julho, indicou o ministro.

A antiga capital econômica da Síria está dividida desde 2012 entre bairros controlados pelo regime no oeste e nas zonas do leste, nas mãos dos rebeldes.

Os bairros rebeldes estão totalmente sitiados desde 17 de julho pelas tropas do presidente Bashar al-Assad. Nenhuma ajuda humanitária pôde entrar nestes setores desde 7 de julho, quando as forças governamentais conseguiram bloquear a estrada de Castello, seu último eixo de abastecimento.

Os bairros controlados pelos insurgentes foram bombardeados regularmente nos últimos dias e as forças do regime foram avançando, tomando a estrada e ao menos um bairro rebelde situado na periferia noroeste da cidade.

“Convocamos muitas vezes as partes que se enfrentam a um cessar-fogo, mas os combatentes sempre violaram a trégua, bombardearam as zonas habitadas e atacaram as posições das forças governamentais”, denunciou Shoigu.

“Consequentemente, na cidade de Aleppo e em seus arredores a situação humanitária é difícil”, acrescentou o ministro.

Os corredores humanitários servirão para fornecer ajuda alimentar e médica, disse.