Rússia acusa presidente da Ucrânia de criar crise para se manter no poder

O embaixador russo da ONU afirmou que Petro Poroshenko quer orquestrar uma crise para cancelar as eleições na Ucrânia

Nações Unidas – A Rússia acusou nesta segunda-feira na ONU o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, de orquestrar a crise no mar de Azov com o objetivo cancelar as eleições previstas para março do ano que vem e se manter no poder.

“Todos sabemos o que é isso, trata-se de cancelar as eleições, apesar das promessas ao contrário”, afirmou o embaixador adjunto russo nas Nações Unidas, Dmitry Polyanskiy, em reunião do Conselho de Segurança.

Segundo Polyanskiy, a declaração do estado de exceção assinada hoje por Proshenko vai nessa direção e tal medida será “certamente estendida”.

O diplomata disse que o incidente deste domingo na região entre o mar Negro e o mar de Azov foi uma “provocação previamente planejada” por Kiev com o apoio de potências ocidentais.

Para o embaixador, o objetivo de Poroshenko é “acusar outra vez a Rússia de tudo” e aumentar sua popularidade se apresentando como “salvador” da Ucrânia.

A tensão no Mar de Azov aumentou desde que Moscou construiu em maio a ponte da Crimeia que liga a península com a Rússia, o que fez aumentar as inspeções dos navios ucranianos, algo que Kiev considera um bloqueio de seus portos na região.

Polyanskiy apresentou hoje no Conselho de Segurança a versão russa do ocorrido no domingo, insistindo que três navios ucranianos violaram suas águas territoriais.

Segundo o diplomata russo, os marinheiros ucranianos feridos pelas forças de seu país receberam atendimento médico e suas vidas não correm perigo, enquanto as embarcações estão em portos russos para ser feita uma investigação criminal.

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia solicitaram que o Conselho de Segurança abordasse hoje com urgência a crise, sob diferentes pontos da agenda do dia.

A delegação russa perdeu no início da reunião uma votação de procedimento, por isso a reunião prosseguiu sob o capítulo proposto pela Ucrânia e Polianskiy adiantou que não se pronunciaria sobre.