Rodman pede desculpas por ter se exaltado em Pyongyang

Ex-jogador de basquete Dennis Rodman se desculpou por ter se exaltado ao fazer declarações sobre missionário americano detido na Coreia do Norte

Seul – O ex-jogador de basquete americano Dennis Rodman se desculpou nesta quinta-feira por ter se exaltado na televisão ao fazer declarações sobre um missionário americano detido na Coreia do Norte, onde realiza uma visita privada, explicando estar estressado e ter bebido.

Durante uma entrevista em Pyongyang, onde organizou uma partida para comemorar o aniversário do líder norte-coreano, Kim Jong-un, Rodman insultou um jornalista da rede CNN que lhe perguntou se ele procuraria saber o que aconteceu com o missionário, condenado a 15 anos de prisão.

“Primeiro, gostaria de me desculpar com a família de Kenneth Bae”, o missionário americano, declarou o jogador famoso por sua excentricidade e que considera o líder norte-coreano Kim Jong-Un como “um amigo para a vida toda”.

“Eu envergonhei muitas pessoas”, acrescentou em um comunicado citado pela CNN. “Estou muito arrependido. Eu deveria evitar declarações políticas. Estou realmente arrependido”.

A viagem de Rodman à Coreia do Norte, com outros ex-jogadores da NBA, causou polêmica nos Estados Unidos, onde alguns acusam os atletas de simpatizar com o líder de um regime totalitário.

O grupo de jogadores participou na quarta-feira de uma partida em Pyongyang para Kim Jong-Un, que comemorava seu aniversário naquele dia.

Esta foi a quarta visita de Dennis Rodman à Coreia do Norte em um ano.

Durante a discussão com o jornalista da CNN, Rodman assegurou que “Kenneth Bae fez alguma coisa” para merecer os 15 anos na prisão.

A família de Kenneth Bae expressou indignação após a entrevista. Kenneth Bae, de 45 anos, foi preso em novembro de 2012 durante uma viagem à Coreia do Norte.

No comunicado de desculpas, o ex-astro do Chicago Bulls indicou que o dia da entrevista tinha sido “muito estressante”. “Alguns jogadores saíram, sob a pressão de suas famílias ou de seus parceiros comerciais”, disse ele, acrescentando que “a diplomacia do basquete estava desmoronando”.

“Eu bebi”, contou. “Não é uma desculpa, mas quando a entrevista aconteceu eu estava com raiva”.